Cinema

Christopher Plummer é premiado como melhor ator coadjuvante por "Toda Forma de Amor"

Gary Hershorn/Reuters
Christopher Plummer recebe o Oscar de melhor ator coadjuvante por seu trabalho em "Toda Forma de Amor" (26/2/12) imagem: Gary Hershorn/Reuters

Do UOL, em São Paulo

Confirmando as expectativas, Christopher Plummer ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante por "Toda Forma de Amor". Foi o primeiro Oscar do ator de 82 anos. A estatueta foi entregue pela atriz Melissa Leo, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante em 2011, como manda a tradição dos prêmios da Academia.

"Você é apenas dois anos mais velho que eu, querida, onde você tem andado toda a minha vida?", brincou o ator em seu discurso de aceitação. "Eu tenho uma confissão a fazer. Quando eu saí do ventre da minha mãe eu já estava ensaiando o meu discurso de agradecimento da Academia. Mas foi há muito tempo. Felizmente para vocês, eu esqueci", completou.

Plummer, que ganhou o Oscar pelo papel de um patriarca que se assume gay já na velhice, comentou a questão da homossexualidade no cinema e na vida artística durante entrevista nos bastidores, depois de receber a estatueta. "Eu vejo atores como sendo universalmente iguais, gays ou hetero. Somos todos atores, e um ator gay pode interpretar um homem hetero muito bem, e vice-versa. É maravilhoso, porque anula todas as diferenças sexuais e todo o tipo de mal-entendidos preconcebidos sobre uma existência sexual".

Apresentação
A cerimônia começou neste domingo, às 22h30, com vídeos que parodiavam os filmes concorrentes, estrelados pelo anfitrião da noite, o comediante Billy Crystal.

"Nada melhor para levar as preocupações para longe da crise econômica do que milionários entregando estátuas de ouro a milionários", foi uma das piadas de abertura de Crystal, antes de começar um número musical sobre cada um dos indicados a melhor filme. Depois de apresentar os dois primeiros prêmios, o comediante fez piadas sobre o nome do teatro que recebe o Oscar, que deixou de ser Kodak Theatre recentemente, e comentou que as pessoas não vão mais ao cinema.

Depois do prêmio de melhor atriz coadjuvante, Billy Crystal ironizou os testes de audiência que os estúdios fazem para ver como o público responderá a um filme e mostrou o "primeiro teste de audiência" da história, do clássico "O Mágico de Oz". As sugestões incluíam "cortar a música "Somewhere over the Rainbow" e eliminar o personagem de Dorothy.

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