Cinema

Brasileiro "Área Q" mistura óvnis, espiritualidade e suspense

Divulgação
Isaiah Washington em cena de "Área Q" imagem: Divulgação

Ana Okada

Do UOL, em São Paulo

Se os brasileiros não fazem muitos filmes de ficção científica, em produções que se passam no nordeste e longas com temática espiritualista já temos certa experiência. "Área Q" tem um pouco desses três elementos, além de drama, suspense e é em boa parte falado em inglês.

No começo do filme de Gerson Sanginitto, um homem cruza com uma luz muito forte e é abduzido por algo desconhecido. Tempos depois, ele acorda no meio de um lago sem entender nada. Ao fundo, a paisagem de Quixadá, no Ceará, região menos seca e cheia de montanhas de pedra. Esse homem, João Batista (Murilo Rosa), some de vez e as pessoas o tratam como uma espécie de santo.

Murilo Rosa define seu personagem como "um homem puro" e "um ser escolhido". Isso, para ele, é um alerta para o mundo: "Se você não cuidar [do planeta], alguém vai cuidar. Acho que o filme consegue passar essa mensagem e consegue uma verdade nesse caminho", diz.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o jornalista Thomas Mathews (Isaiah Washington), conhecido por ter denunciado um escândalo de vazamento tóxico, tem seu único filho sequestrado. Ele espera por um contato dos bandidos que nunca chega, perde a razão de viver e se afunda em dívidas, até que seu chefe tenta ajudá-lo, dando uma oportunidade de trabalho. Ele deverá investigar os fenômenos da região de Quixadá, no Brasil.

Ao chegar à região, Mathews constata que não está sozinho: o local tem muitos jornalistas e curiosos em busca de respostas para as luzes e abduções que ameaçam o lugar. Dentre os forasteiros, a misteriosa Valquíria (Tania Khalill) irá se aproximar dele, e tentará convencê-lo de que tudo o que acontece em Quixadá não passa de ocorrências naturais. O repórter, porém, irá se envolver mais do que imagina com o lugar, ao tomar contato com o abduzido João Batista. Ele descobrirá que, assim como Batista, tem uma missão ali.

Apesar de ter personagens que vivem em outras esferas e uma mensagem voltada ao futuro da humanidade, além de parte da produção feita pela Estação Luz Filmes, empresa que fez os principais filmes espíritas do país, ator e diretor dizem que o filme não tem cunho espírita. "De forma alguma essa palavra espírita pode ser usada, porque é tentar vender gato por lebre", explicou, em entrevista ao UOL.

Sanginitto revelou que foi influenciado pelo cinema de Steven Spielberg e George Lucas, e que sabia do desafio que tinha ao contar uma história sobrenatural que convencesse as pessoas sem virar piada ou "criar estereótipo de alienígena ou nave espacial". O filme consegue passar seu recado, mas os efeitos mostrados quando os "fenômenos" ocorrem deixam um pouco a desejar.

Se Mathews e João Batista têm propósitos e missões nobres, a personagem Valquíria não mostra ao certo a que veio. Ela surge como alguém que tentará convencer o jornalista de que ele não presenciou nada sobrenatural, mas seus motivos para isso não ficam claros, bem como os desdobramentos do sequestro do começo do filme. O excesso de mensagens de "Área Q" talvez tenha tornado a história aberta demais.

TRAILER DE "ÁREA Q"

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