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Diretor de "Anjos da Lei", baseado em série dos anos 80, comenta participação de Johnny Depp no longa

Scott Garfield/Columbia TriStar /Sony/EFE
Cena do filme "Anjos da Lei", que terá participação do ator Johnny Depp Imagem: Scott Garfield/Columbia TriStar /Sony/EFE

Natalia Engler

Do UOL, em Cancun*

14/04/2012 22h05

Depois de fazer sucesso nos anos 1980 na série de TV e revelar o ator Johnny Depp, a divisão especial de policiais infiltrados dos “Anjos da Lei” está de volta, desta vez nos cinemas. Mas não foi só o formato que mudou: o que era um drama policial na telinha chega à tela grande como uma comédia de ação de humor escrachado.

Seja pela nostalgia dos antigos fãs do programa ou pela boa química entre os novos protagonistas – Jonah Hill (“O Homem que Mudou o Jogo”), 28, e Channing Tatum (“À Toda Prova”), 32 – o longa surpreendeu nas bilheterias americanas – estreou em primeiro lugar no dia 16 de março e já arrecadou US$ 143,4 milhões em todo o mundo, mais de três vezes o valor da produção (US$ 42 milhões). No Brasil, “Anjos da Lei” estreia em 4 de maio.

Participação especial

Além de buscar inspiração na trama original, “Anjos da Lei” traz outra homenagem à série: Johnny Depp, que interpretava um dos policiais, faz uma pequena participação, ao lado de Peter DeLuise, seu parceiro no programa. Conseguir sua participação não foi fácil, contam os atores. “Eu liguei para ela [a agente de Depp] todos os dias. Eu dizia: ‘O que ele está fazendo hoje? Eu lavo o carro dele! Eu sequestro os filhos dele!”, contou Channing durante conversa com jornalistas em um evento organizado pela Sony em Cancun, no México. “A gente cercou ele por todos os lados e imploramos a ele”, diz Jonah.

“Escrevemos o papel para ele, enviamos e o encontramos em uma festa, com o Channing. Nós três tomamos uma dose de tequila e decidimos ir falar com ele para tentar convencê-lo a fazer o filme. Channing ficou com medo e nos largou. Sentamos para conversar com ele e foi quando Johnny disse ‘quero fazer com o Peter [DeLuise]’. E começou a dizer coisas como ‘eu também quero usar um turbante e comer um pote de manteiga de amendoim’. Acho que ele estava testando a gente. Deixamos ele comer a manteiga de amendoim, mas não usamos a ideia do turbante”, conta o cineasta Phill Lord (“Tá Chovendo Hambúrguer”), que codirigiu o filme com Chris Miller.

Johnny filmou durante apenas um dia – um dos mais longos, na opinião do diretor. “Johnny é uma estrela de verdade. Era proibido fumar no set – com exceção do Johnny. Mas o trailer dele não tem cheiro de fumaça! Não sei que tipo de filtro ele usa para colocar em todos os quartos de hotel no mundo todo”, diz.

Drama e comédia

Diferente da série original, que era um drama, o novo “Anjos da Lei” opta por dar tom de comédia à história dos policiais infiltrados. Jonah, que também assina o roteiro ao lado de Michael Bacall, conta que a história de dois agentes novatos que têm que se infiltrar entre estudantes de uma escola de Ensino Médio para investigar o surgimento de uma nova droga sempre lhe pareceu apropriada para uma comédia de ação.

“Eu realmente me conectei com a ideia de reviver a parte mais importante da sua juventude como adulto, achar que você tem todas as respostas e perceber que não tem. Quando pensei que tipo de filme seria melhor, pensei em comédias de ação como ‘Os Bad Boys’. Se misturássemos ‘Os Bad Boys’ com os filmes de John Hughes [‘Curtindo a Vida Adoidado’], como seria? E esse era o tom que procurávamos”, diz.

“Foi uma jogada arriscada. Porque não queríamos fazer uma paródia completa, mas, se você assiste à série, tem um elemento de exagero, e não dá para levar tão a sério a ponto de parecer que você não está pegando o que era engraçado sobre o programa. E também tem muita comédia intencional na série. Achamos que estava dentro do espírito do programa fazer uma comédia”, conta Phill.

* A jornalista viajou a convite da Sony

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