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"É fácil gostar de Camila Pitanga, ela é luz", diz diretor Beto Brant sobre atuação da atriz

Divulgação
Camila Pitanga em cena de "Eu Receberia As Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios" Imagem: Divulgação

Rodrigo Teixeira

Do UOL, no Rio de Janeiro

19/04/2012 08h00Atualizada em 18/04/2012 18h42

Beto Brant e Renato Ciasca trazem para as telonas neste final de semana "Eu receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios". Baseado na obra homônima do escritor Marçal de Aquino, o longa retrata Lavínia (Camila Pitanga), uma mulher enigmática que está dividida entre dois amores. O conflito entre índios e madeireiras no Pará aparece como pano de fundo do longa, bem como o som do Carimbó.

Um dos desafios apresentados pelo projeto foi dar vida à Lavínia, explica o diretor. "Dar vida, rosto a uma personagem que já é um mito não é uma tarefa fácil. O livro do Marçal (de Aquino) foi editado em 2005, e já está em sua oitava reimpressão. A Camila está em seu melhor momento, é fácil gostar dela, ela é luz", diz.

"O próprio Marçal pergunta 'Quem é a Lavínia'? E responde, 'a própria Lavínia é de cada leitor'. Ela é uma personagem que tem suas dualidades, ao mesmo tempo que é uma mulher forte, sedutora, mas com dores profundas, que se regra o tempo inteiro. Como diretor, é uma grande responsabilidade escolher uma protagonista, o que nós fizemos, Renato e eu, ao chamar uma atriz que está no auge da sua carreira e é comprometida em tudo que faz", explica, referindo-se a Camila Pitanga.

Ao criar o pastor Ernani, interpretado por Zecarlos Machado, Brant diz que tentou desassociá-lo da imagem do religioso típico, aproximando-o da "teologia da libertação" e do "Santo Daime": "O personagem do livro do Marçal de Aquino que é um pastor, que é vocacionado, ele tem uma coisa ideológica, acha que vai interferir positivamente na comunidade. Nós o retratamos como um sujeito que tem uma forte influência da teologia da libertação do Leonardo Boff e do Daime, uma religião que está crescendo nos últimos anos no Brasil", explica.

Nudez

Sobre o fato de Camila Pitanga aparecer em nu frontal em uma das cenas, Brant diz que nunca coloca a nudez fora de contexto em seus filmes: "Eu nunca coloco a nudez em um filme de uma maneira gratuita, para exibir a beleza da atriz, por exemplo. Eu precisei mostrar neste filme que os dois homens eram sedutores para ela, que existia uma relação de prazer com os dois, ela se envolve, e o sexo é também uma linguagem na cena. Camila, ainda que trabalhe muito para a TV, tem um corpo muito expressivo, não consegui manter a câmera no rosto dela, estava com muita força em cena, sobretudo naquela parte do rio, onde ela conta parte de sua vida", explica.

Em entrevista coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (16) no Rio de Janeiro, a atriz contou que se preparou por dois anos para o papel, e que não teve dificuldades para ficar nua no set de filmagens. "Foi um 'take' só, é um órgão feminino exposto, não considero difícil. Não tirei a roupa, mostrei a alma da personagem. Me senti estimulada ao fazer este filme, foi uma dádiva", disse.

TRAILER DE "EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS"

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