Filmes e séries

Tailandês vencedor da Palma de Ouro em 2010 volta a Cannes com "filme de estudante"

Divulgação
Cena do filme "Mekong Hotel", de Apichatpong Weerasethakul (2012) Imagem: Divulgação

Thiago Stivaletti

Do UOL, em Cannes

Palma de Ouro em 2010 por “Tio Boonmee que pode recordar suas vidas passadas”, o tailandês (tente pronunciar este nome) Apichatpong Weerasethakul apresentou nesta quinta-feira (17), fora de competição, seu novo filme, “Mekong Hotel”.

Foi difícil conter a decepção com o novo trabalho – apesar de ter apenas uma hora de duração, alguns espectadores saíram antes do filme terminar. Depois do choque de criatividade de “Tio Boonmee...”, o tailandês mostrou uma obra com cenas mal iluminadas que mais parece um filme de estudante, ou um ensaio para um outro filme melhor.

“Mekong Hotel” é todo passado no hotel do título, que fica à beira do rio Mekong, fronteira natural entre a Tailândia e o Laos. Lá, uma moça conhece um rapaz e eles se apaixonam. Ela vive o tempo todo no quarto com a mãe. Apichatpong insere aqueles elementos surreais que marcaram sua obra e que dão ao filme um certo encanto: a mãe é uma espécie de vampira, diz que vive há 600 anos naquele quarto, e numa cena aparece comendo as tripas da filha.

Mas o resultado fica mesmo próximo do rascunho e do filme caseiro, tudo embalado por uma melodia chorosa de violão que toca do começo ao fim do filme, sem interrupção. O diretor afirma que a música mimetiza o curso ininterrupto do rio. Mas o que consegue mesmo é causar um tédio mortal.

Turismo sexual

Na quinta, a competição do festival apresentou seu pior filme até agora: o austríaco “Paradies: Liebe” (Paraíso: Amor), de Ulrich Seidl. O filme acompanha Teresa, uma senhora austríaca de meia-idade que, seguindo o conselho de uma amiga, embarca numa viagem de turismo sexual para o Quênia, na África.

Carente, Teresa se envolve com um nativo e se apaixona, para logo perceber que ele só quer o seu dinheiro. Não contente com o erro, envolve-se ainda com um segundo, que só quer a mesma coisa. Jogando na chave do humor negro, o filme é repleto de cenas de sexo constrangedoras – na principal, quatro amigas contratam um adolescente para “dar de presente” a Teresa no seu aniversário, e começam um jogo para saber quem consegue excitá-lo primeiro. Grosseiro e desnecessário.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Jogos
Reuters
do UOL
EFE
do UOL
do UOL
AFP
Reuters
do UOL
Reuters
do UOL
Da Redação
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
do UOL
Roberto Sadovski
Blog do Matias
do UOL
AFP
Colunas - Flavio Ricco
Colunas - Flavio Ricco
Roberto Sadovski
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
EFE
Colunas - Flavio Ricco
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
AFP
do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
Cinema
Blog do Nilson Xavier
Topo