Filmes e séries

Depois de "Cópia Fiel", iraniano Kiarostami filma no Japão em "Like Someone in Love"

Divulgação
Cena do filme "Like Someone In Love", de Abbas Kiarostami (2012) Imagem: Divulgação

Thiago Stivaletti

Do UOL, em Cannes

21/05/2012 10h30

Depois da Palma de Ouro por “Gosto de Cereja” em 1997 e o prêmio de atriz para Juliette Binoche em 2010 em “Cópia Fiel”, rodado na Itália, o iraniano Abbas Kiarostami, um dos diretores mais importantes do mundo hoje, viajou para o outro lado do mundo. Neste ano, ele compete com “Like Someone in Love”, rodado no Japão apenas com atores japoneses.

“Like Someone in Love” é um irmão próximo de “Cópia Fiel” no seu fascinante jogo sobre a identidade humana e as relações entre pessoas que mal se conhecem. Uma garota de programa espera clientes num bar da moda. Logo mais, ela deve encontrar a avó que acaba de chegar a Tóquio para visitá-la. Mas seu cafetão a obriga a ir visitar um cliente, um professor idoso culto e retraído. Ela pensa que ele quer sexo, mas na verdade só quer companhia.

Ela dorme na casa dele, e no dia seguinte ele lhe dá uma carona até a faculdade, onde conhece sem querer o namorado possessivo da moça. O rapaz o toma pelo avô dela, e o professor assume o papel. E assim começa aquele jogo parecido ao de “Cópia Fiel”: o espectador tem que montar um quebra-cabeça a partir da imagem que cada personagem faz dos outros personagens.

Como o Irã vive num regime autoritário e repressivo, Kiarostami começou a buscar as produções internacionais. Para este, ele inspirou-se em seus mestres Kurosawa, Mizoguchi e principalmente Yasugiro Ozu. “Durante anos eu brincava com minha equipe que um dia iria filmar no Japão”, contou. “Trabalho para que o meu imaginário chegue a todos os meus espectadores independente da geografia. Meus filmes são a prova de que os seres humanos se parecem todos, apesar das diferenças. Se eu não pudesse encontrar um denominador comum entre japoneses, iranianos e franceses, não poderia dirigir este filme”.

Durante muito tempo, Kiarostami pensou em batizar o filme de “The End”. Mas percebeu que o filme não tinha nem começo nem final definido. “Percebi que é isso que sempre acontece na vida real”, explicou. O novo título foi tirado de uma canção de jazz de Ella Fitzgerald que toca numa cena-chave do filme.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

do UOL
do UOL
Roberto Sadovski

Roberto Sadovski

As 25 melhores histórias em quadrinhos da Liga da Justiça

Pincelar as melhores histórias da Liga da Justiça é um trabalho complexo. Não pela falta de qualidade, mas pelo contraste: muita coisa entre os primórdios da equipe e o final dos anos 80 tem mais valor por sua inegável importância histórica do que por seus predicados artísticos. O gibi da Liga, afinal, viveu por anos na sombra da animação Superamigos, e isso deixou o tom das histórias mais ingênuo e infantil até a reformulação pós-Crise nas Infinitas Terras. Mas garimpar todas as fases em décadas de aventuras trouxe boas surpresas e ótimas descobertas - além do perceber que, em boas, mãos, a Liga pode ser incrível! A leitura rendeu algumas conclusões. Primeiro, não há absolutamente nada errado em usar histórias de super-heróis para fazer humor! Segundo, o horrendo período dos Novos 52, que privilegiou forma, ignorou substância e fez um flashback sinistro dos primórdios da Image Comics nos anos 90 (urgh), não foi tão cruel com a Liga. Terceiro, pouca gente escreve e entende os herói tão bem quanto Grant Morrisson e Mark Waid. No mais, a Liga da Justiça, em usas diversas encarnações, ainda é aposta certeira quando o assunto é entretenimento - afinal, só uma equipe criativa muito canhestra poderia melar uma mistura de personagens e personalidades e superpoderes tão diversa e tão bacana! Acredite, se os super-heróis mais lendários do mundo sobreviveram a Extreme Justice, nada é capaz de derrotá-los!

Cinema
Colunas - Flavio Ricco
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Cinema - Imagens
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
TV e Famosos
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Roberto Sadovski
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Cinema
Roberto Sadovski
Cinema
Colunas - Flavio Ricco
Reuters
Topo