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Filme maluco com Kylie Minogue é o mais aplaudido no Festival de Cannes

Divulgação
Cena do filme "Holly Motors", com Kylie Minogue (2012) Imagem: Divulgação

Thiago Stivaletti

Do UOL, em Cannes

23/05/2012 09h52

No Festival de Cannes, o inesperado sempre pode acontecer. Se Bjork ganhou uma Palma de melhor atriz em 2000 por “Dançando no Escuro”, neste ano a cantora pop australiana Kylie Minogue está num filme francês que pode muito bem levar a Palma de Ouro. “Holy Motors”, de Leos Carax, recebeu a maior salva de aplausos até agora nas sessões de imprensa.

O filme é um delírio maluco e poético sobre um homem que passeia por Paris dentro de uma limusine. A cada vez que sai, ele é um personagem totalmente diferente: uma velha cigana romena, um lutador samurai, um avatar virtual, um monstro dos esgotos ou um velhinho à beira da morte, entre muitos outros.

O ator francês Denis Lavant, que já trabalhou com Carax em filmes como “Os Amantes da Pont Neuf” e um segmento de “Tóquio!”, vive 11 personagens diferentes com tanta desenvoltura que tornou-se favorito ao prêmio de ator. Minogue vive duas personagens: uma espécie de ninja cibernética que dança como num dos seus clipes e uma moça que canta uma melodia singela em cena aberta para o amado, como num musical. Para aumentar o clima de brincadeira, em outra cena, num apartamento ao longe rola uma festa onde toca “Can’t Get You Out of My Head”, um dos sucessos de Kylie.

A mesma ponte
“Foi uma experiência linda. Quando encontrei Carax, pensei que ele queria apenas uma música minha tocando no filme. Quando me disse que me queria também em cena, foi incrível”, disse a cantora, totalmente curada de um câncer de mama diagnosticado em 2005. “Estou acostumada ao mundo da música pop, mas também fui atriz no começo da carreira, apenas voltei a isso agora. Pela primeira vez em muito tempo abandonei toda a minha entourage para fazer uma coisa diferente”.

Kylie e Carax se conheceram por meio de um amigo em comum, a cineasta francesa Claire Denis. Antes disso, ele conhecia apenas uma música da diva – “Where the Wild Roses Grow”, um dueto de 1994 com Nick Cave.

Avesso a entrevistas, o diretor falou muito pouco durante a coletiva, mas contou como veio a ideia para um filme tão louco. “Todo dia eu atravessava uma mesma ponte em Paris e via uma velha cigana com uma grande sacola no meu caminho. Nunca falei com ela. Um dia, não sei por quê, tive uma imagem de que essa mulher era eu. Comecei a imaginar um motorista que me levasse para muitos lugares e me ajudasse a me trocar para viver muitas pessoas diferentes.”

Nem todo mundo no festival gostou de “Holy Motors”, mas o filme é de uma ousadia e criatividade absolutas – não lembra nada que já tenha se visto antes. Se o critério do júri for originalidade, tem todas as chances para a Palma de Ouro, assim como o tailandês “Tio Boonmee...” venceu há dois anos.

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