Cinema

"Todas as pessoas já tiveram experiência com traição", diz diretora de "Apenas uma Noite"

Divulgação
Keira Knightley e Sam Worthington em cena do filme "Apenas uma Noite" imagem: Divulgação

Edu Fernandes

Do UOL, de São Paulo

Muitas histórias podem ser contadas depois do “viveram felizes para sempre”. Um exemplo desse tipo de narrativa é o filme “Apenas uma Noite”, que estreia nesta sexta-feira (15).

O roteiro gira em torno do casal Michael (Sam Worthington, de "À Beira do Abismo") e Joanna (Keira Keightley, de “Um Método Perigoso”). Ele sai para uma viagem de negócios com uma atraente colega de trabalho (Eva Mendes, de “Os Outros Caras”) e ela fica em Nova York, onde encontra um ex-namorado (Guillaume Canet, de “Não Conte a Ninguém”). “Cada um é tentado de forma diferente”, disse a diretora Massy Tadjedin em conversa telefônica concedida ao UOL Entretenimento. Essa é a primeira vez que a roteirista de filmes como “Camisa de Força” se arrisca na direção de um longa-metragem.

“A história é obviamente baseada em vivências pessoais, mas não é autobiográfica”, relatou a cineasta. “Todas as pessoas já tiveram alguma experiência com adultério e tentação. Então resolvi escrever um drama sobre isso”.

Chama a atenção no elenco de “Apenas uma Noite” a presença de Keira Knightley e Sam Worthington fora de suas zonas de conforto. O público está acostumado a ver a atriz em filmes de época (“Desejo e Reparação”, “A Duquesa”) e a assistir ao ator em blockbusters de ação (“Avatar”, “Fúria de Titãs 2”). “As pessoas querem que os atores sempre façam os mesmos trabalhos, mas eu estou interessada que eles façam coisas diferentes”, afirmou Massy.

Para a diretora, Keira é “uma atriz que convence em qualquer papel”. Sam Worthington chamou a atenção de Tadjedin em um pequeno filme australiano. “Eu vi o Sam pela primeira vez em 'Somersault'”, disse a cineasta. “Vi que ele poderia entregar uma atuação com autenticidade”.

A traição conjugal é um assunto recorrente no cinema, mas isso não assusta Massy Tadjedin. “Todas as formas de arte já lidaram com os temas de adultério e tentação porque isso é muito próximo às pessoas”, afirma. “Acho que sempre se pode contar algo novo nesse assunto, contanto que seja algo com verdade”.

Irã
Radicada na Califórnia, Massy nasceu no Irã, país que atualmente persegue e censura cineastas. “Acho que a situação por lá é uma tragédia”, opina. “Eu lembro de Jafar Panahi e penso como é triste que uma voz tão contemporânea esteja calada e que belas histórias não são permitidas de chegar ao público”. Panahi (“Isto não É um Filme”) está em prisão domiciliar, impedido pelo governo de realizar novos filmes.

No entanto, a diretora acredita que há motivos para ter esperanças. “Mesmo com tudo isso, ainda conseguimos ver histórias maravilhosas, como 'A Separação'”, disse.

Para o futuro, Massy já prepara um novo roteiro. “Ainda está bem no começo, mas posso dizer que vai ter mais suspense do que drama”, promete.

TRAILER DO FILME "APENAS UMA NOITE"

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