Cinema

Charlie Sheen pedirá dicas ao pai sobre "ser presidente" para sequência de "Machete"

Reprodução/Twitter
Charlie Sheen e Roberto Rodriguez trabalharão juntos na sequência de "Machete" imagem: Reprodução/Twitter

Ana Maria Bahiana

Do UOL, em Los Angeles

“Ele vai ser muito parecido comigo… Como estou agora, não como eu estava antes…”, diz Charlie Sheen, todo sorridente, a respeito de seu novo papel no cinema: o presidente dos Estados Unidos em "Machete Kills", de Robert Rodriguez, continuação do hit cult "Machete". “E com certeza vou pegar muitas dicas com meu pai, que entende dessas coisas de ser presidente…”  

O pai, claro, é Martin Sheen, que foi “presidente” várias vezes, na série "West Wing" e no papel de John Kennedy numa minissérie de 1983. O “antes”,  claro, foi o prolongado acesso de fúria acompanhado de todo tipo de disparates em público que marcou, sua saída da série "Two and a Half Men" no início de 2011 e que Sheen chama de “the meltdown” - em tradução, "o desmoronar". 

“É difícil até para mim compreender o que aconteceu”, comenta. “Uma grande parte foi alimentada pela minha sensação de ter sido injustiçado por alguém (o criador e produtor Chuck Lorre) que fez uma coisa completamente errada. Eu podia ter ficado quieto em casa, mas eu queria mostrar ao mundo o quanto ele estava errado, o quanto eu havia sido injustiçado, o quanto ele estava perdendo. Havia modos melhores de resolver a questão? Claro! Vai acontecer de novo? Nunca! Impossível! Hoje, eu olho para trás e parece que aquilo tudo aconteceu com outra pessoa.”

Além de ser o presidente em "Machete Kills", Sheen fez o papel título em "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan II", de Roman Coppola, a história de um artista gráfico que cai em depressão profunda quando se separa de sua namorada (Mary Elizabeth Winstead). 

O ator também está de volta à TV norte americana com outro Charlie – Charlie Goodson, um psicólogo especializado em controle da raiva, na série "Anger Management", do canal FX - a série estreia no Brasil no segundo semestre, pelo canal de TV por assinatura TBS muitodivertido. “Juro que esses são os últimos Charlies que interpreto”, ele diz o eterno Charlie de "Two and a Half Men". “Por outro lado, é algo que não posso evitar. Eu venho com um monte de coisa agregado. As pessoas me veem na tela e imediatamente um mundo de referências aparece em suas mentes. Não é de todo mau. É como se fosse meu 3D pessoal, um 4D, se você quiser".

Antes de finalizar, ele pausa por um tempo e acrescenta: "Espero que o meu presidente não se chame Charlie". 

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