Cinema

Atuação da mãe em musical "Les Misérables" motivou Anne Hathaway a interpretar o papel

AP
A atriz Anne Hathaway durante a pré-estreia de "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge" em Nova York (16/7/12) imagem: AP

Ana Maria Bahiana

Do UOL, em Los Angeles (EUA)

Anne Hathaway tem uma relação muito profunda e antiga com a personagem Fantine de "Les Misérables", o musical inspirado na obra de Victor Hugo que acaba de ser transformado em filme. “Minha mãe foi Fantine, e foi exatamente quando eu, ainda bem garota, a vi interpretando o papel, que tive vontade de ser atriz”, diz Hathaway. “Dizer que carrego toda a música e o texto da peça dentro de mim não é exagero. A primeira vez que ouvi “I Dreamed a Dream” foi na voz de minha mãe, e a música nunca mais saiu da minha cabeça.”

Anne sempre creditou sua mãe, a atriz de teatro Kate McCauley, como a razão pela qual ela escolheu a carreira. “Quando eu contei para eles que havia sido confirmada no papel, eles exultaram. Poucas vezes na minha vida vi minha mãe tão feliz.”, ela conta. “Foi um momento de felicidade quase surreal na casa da minha familia, a sensação de que um ciclo se completara.” Os pais de Anne visitaram o set várias vezes : “Nós filmamos uma parte, depois voltei para casa para perder o peso. Quando retomei as filmagens eles vieram comigo para a Inglaterra para acompanhar o trabalho.”

VEJA O TRAILER ORIGINAL DE "LES MISÉRABLES"

Hathaway estará nas telas norte-americanas a partir desta sexta-feira (20) como a Selina Kyle, de "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge"; as filmagens de Les Miserables, com direção de Tom Hooper ("O Discurso do Rei"), nos estúdios Pinewood, próximos a Londres, e em diversas locações na Inglaterra.

  • Divulgação

    Hugh Jackman recebeu elogios de Hathaway por atuação na adaptação "Les Misérables"

Anne ainda está muito magra e com o cabelo curtíssimo, parte da transformação física a que se submeteu para o papel. “Não poderia ser de outro modo: minha personagem é uma operária que se prostitui, que vende os cabelos para sobreviver, que contrai tuberculose. A realidade da vida de uma mulher assim não é romântica, é de doença fome e miséria. Fisicamente, eu tinha que parecer fraca, à beira da morte. Decidi perder 12 quilos; perdi os primeiros 5 em três semanas e o restante em 14 dias. Não vou entrar em detalhes sobre o que fiz porque acredito que já existe pressão demais sobre mulheres e meninas com relação a seus corpos, e não quero incentivar comportamentos doentios. O que fiz foi para poder interpretar o papel de uma mulher doente e faminta.”

O cabelo, cortado em cena, diante da câmera, foi doado para a ONG Locks of Love, que fornece perucas de cabelo humano para pacientes que enfrentam sessões de quimioterapia e, por isso, passam por um periodo de calvície. “Na hora, foi muito dramático”, Anne confessa. “Mas agora estou adorando a liberdade que este corte me dá.”

Anne, uma soprano de formação clássica, foi muito elogioada por seus colegas de elenco, especialmente por Hugh Jackman, que, no papel de Jean Valjean, contracenou mais frequentemente com ela. “Foi muito gentil da parte dele”, Hathaway disse. “Mas permita-me acrescentar que ele é quem vai surpreender todo mundo com o desempenho dele. Ele foi a profundezas emocionais e espirituais como nunca vi um ator ir.”

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