Filmes e séries

"Hoje as pessoas vão ao cinema para esquecer", diz Arnaldo Jabor no Festival de Gramado

Ricardo Leal/Rio News
Arnaldo Jabor em Gramado Imagem: Ricardo Leal/Rio News

Mariane Zendron

Do UOL, de Gramado (RS)

18/08/2012 05h17

O jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, que é homenageado em Gramado com o troféu Eduardo Abelin, dedicado a grandes diretores do cinema brasileiro, disse que não sabe se voltará a fazer filmes porque o público mudou muito nas últimas décadas. “O público se acostumou com um cinema de manipulação muito forte. As pessoas não vão mais ao cinema para observar, ter uma opinião. Elas vão ao cinema para esquecer”, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17).

Sobre sua indecisão de voltar a filmar no futuro, Jabor disse que só voltaria a trabalhar com cinema por uma razão poética. “Seria um filme simples, fácil, que levante questões que me interessem”, declarou. Outro fator que pesa foi o mau desempenho nas bilheterias do seu último filme, “Suprema Felicidade” (2010). “Eu achava que o filme ia saciar a fome do espectador que estava cansado de receber o mesmo tipo de filme. Por ser um filme reflexivo, tratar de certas questões, achei que ia fazer pelo menos 1,5 milhão de espectadores, mas fez só 250 mil”, contou.

Jabor ainda disse que segue com sua carreira jornalística porque não dá para ganhar dinheiro com o cinema no Brasil. “Eu estava de saco cheio de sofrer, sem nenhum tostão, então fui trabalhar para sustentar minha família”, explicou.

Além de entregar o troféu a Jabor, o Festival também fez nesta sexta uma exibição especial de seu longa “Toda Nudez Será Castigada”, ganhador do prêmio de melhor filme em 1973. Após a apresentação, Jabor subiu ao palco para agradecer a homenagem. “Acho mais fácil falar na televisão. Estou feliz e emocionado. O tempo.passa depressa e a gente se sente de época. Eu agradeço muito esse festival, que nasceu da raiz do cinema, no anos 70”, disse.

Ele ainda disse que, apesar dos problemas, o país está crescendo e isso pode ser sentido também no cinema. “A história vai devagar, mas ela está se fazendo com o tempo. O Brasil está melhorando, apesar de tudo. O cinema brasileiro morre e nasce outra vez, tenta arrumar um novo caminho. Estamos diante de uma nova fase do mundo”, afirmou.

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