Cinema

Com produção luxuosa e boa atuação de Keira Knightley, "Anna Karenina" mira no Oscar

BBC
Keira Knightley fala sobre o filme "Anna Karenina" (4/9/12) imagem: BBC

Mariane Morisawa

especial para o UOL, de Toronto

Depois de “Orgulho e Preconceito” e “Desejo e Reparação”, a parceria do diretor Joe Wright com a atriz Keira Knightley rende seu terceiro fruto com “Anna Karenina”, adaptação da obra de Leon Tolstoi. O filme dá sua largada em direção ao Oscar ao ser exibido no Festival de Toronto.

Keira é Anna Karenina, a aristocrata russa que trai o marido, o tolerante Alexei (Jude Law) com o jovem conde Vronsky (Aaron Taylor-Johnson, de “Kick Ass”). Os dois se conhecem numa viagem que ela faz de São Petersburgo para Moscou, onde tenta salvar o casamento de seu irmão, o debochado e mulherengo Oblonsky (Matthew Macfadyen, de “Orgulho e Preconceito”), com a sofrida Dolly (Kelly Macdonald). A irmã de Dolly, Kitty (Alicia Vikander) é apaixonada por Vronsky e rejeita o amor do fazendeiro Levin (Domhnall Gleeson).

Essa ciranda de amor, traição e preconceito já foi adaptada outras vezes para o cinema e reúne temas caros ao cineasta. Joe Wright fez uma versão moderna da história passada no século 19, ambientando tudo num grande teatro e alternando cenas de palco e coxias. Assim, enfatiza que a própria vida, ainda mais num mundo de aparências como esse, é um grande teatro.

A mistura de drama romântico, cenários e figurinos luxuosos e boas atuações de seu elenco, em especial Keira Knightley, tem tudo para chamar a atenção da Academia e conquistar algumas vagas entre os indicados ao Oscar. 

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