Cinema

Bill Murray entra na lista de cotados ao Oscar por "Hyde Park on Hudson"

Chris Pizzello/Invision/AP
O ator Bill Murray posa para fotos no Toronto Film Festival. O ator está no filme "Hyde Park on Hudson", que será exibido no festival (9/9/12) imagem: Chris Pizzello/Invision/AP

Mariane Morisawa

Do UOL, em Toronto

Com o sucesso de “O Discurso do Rei”, está na moda falar daquele período histórico. O rei George 6º volta a aparecer em “Hyde Park on Hudson”, de Roger Michell, exibido para jornalistas no domingo (9), no Festival de Toronto. 

O filme tenta ampliar um pouco o espectro, em vez de contar apenas uma história doméstica. Desta vez, na verdade, o protagonista é Franklin Delano Roosevelt (Bill Murray), o presidente americano a quem o rei foi pedir apoio, 12 semanas antes de estourar a Segunda Guerra Mundial. George 6º (Samuel West) e a rainha Elizabeth (Olivia Colman) vão visitá-lo em uma residência de campo, onde mora com a mãe, em Hyde Park – como o parque londrino, o que a rainha considera “confuso”.

As diferenças culturais logo ficam evidentes: há um piquenique em que será servido cachorro-quente, e a primeira-dama Eleanor Roosevelt (Olivia Williams) insiste em chamar Sua Majestade pelo primeiro nome. Ali costura-se uma aliança com vistas à guerra, e os dois homens descobrem ter várias coisas em comum. No mínimo, entendem suas desvantagens, Roosevelt com as consequências da poliomielite, o rei com sua famosa gagueira.



“Hyde Park on Hudson”, no entanto, sai da trama íntima ao fazer um paralelo evidente entre a Depressão da década de 1930 e a crise econômica de hoje. Na época, Roosevelt interveio para tirar os Estados Unidos do buraco, uma discussão que está na pauta do dia.

Mas o longa é também uma busca por desmistificar Roosevelt, considerado um dos maiores presidentes americanos. Ele é apresentado como uma grande raposa política e um mulherengo capaz de manter três amantes ao mesmo tempo, inclusive sua prima distante, a reservada Margaret (Laura Linney). Com grandes atuações de Bill Murray e Laura Linney, desde já candidatos ao Oscar, a produção é agradável de ver, mas tenta ser mais complexa que “O Discurso do Rei”. 

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