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"Infância Clandestina" é o candidato argentino ao Oscar de filme estrangeiro

Divulgação
Teo Gutiérrez Romero, ao centro, faz o papel de um garoto que viva na clandestinidade no filme argentino "Infância Clandestina" Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo*

28/09/2012 15h44

O filme "Infância Clandestina", que conta com direção de Benjamín Ávila e aborda o drama dos cidadãos desaparecidos na ditadura através do olhar de uma criança, foi selecionado nesta sexta (28) pela Academia de Cinema e Arte Audiovisual da Argentina como candidato à indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O filme está na seleção do Festival do Rio 2012 e será exibido no dia 7 de outubro, às 19h15, no Cine Odeon.

O longa, protagonizado pela atriz uruguaia Natalia Oreiro e pelo argentino Ernesto Alterio, se impôs sobre "O Último Elvis", de Armando Bo, por apenas um voto. Os brasileiros Mayana Neiva e Douglas Simon estão no elenco. Há ainda a participação especial de Cristina Banegas e apresentação de Teo Gutierrez Moreno, no papel do menino Juan.

Centrado na história de uma criança de 12 anos, filho de um casal que milita na organização guerrilheira esquerdista Montoneiros, o filme se passa durante a última ditadura militar argentina, entre os anos 1976-1983. O longa-metragem é uma co-produção da brasileira Academia de Filmes com as argentinas Historias Cinematográficas (de Luis Puenzo) e Habitación 1520 e a espanhola Antártida.

"Graças a esse voto a mais que tivemos. Estava muito contente com a recepção do público e sabíamos que o filme era capaz de agradar as pessoas, mas nunca se sabe essas coisas", declarou Benjamín Ávila após conhecer a decisão da Academia de Cinema e Arte Audiovisual da Argentina, presidida pelo diretor Juan José Campanella.

O argumento é "baseado em feitos reais, mas não é autobiográfico", explicou Ávila, que aborda neste filme parte de sua experiência pessoal como filho de militantes e neto "recuperado" pelas Avós da Praça de Maio.

Este ano, o filme emocionou o público na Quinzena dos Realizadores, em Cannes, e acaba de levar o prêmio de melhor filme no 1° Festival Internacional de Cinema de União das Nações Sul-Americanas - Unasul. O roteiro do brasileiro Marcelo Muller recebeu o prêmio de melhor roteiro inédito no Festival de la Habana 2009. Em 2011, o longa conquistou ainda o Prêmio Casa de América - Cine en Construcción, Festival de San Sebastián 2011. Em cartaz na Argentina desde o dia 20 de setembro, o filme está previsto para entrar nos circuitos brasileiros no inicio do ano que vem, pela Imovision.
 
O anuncio com os indicados à 85ª edição dos prêmios Oscar, será divulgado somente no próximo dia 10 janeiro.

 

* (Com agência EFE)

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