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Paulo Gustavo adapta para o cinema peça que mudou sua vida e quer dona Hermínia "gigante"

Caracterizado como Dona Hermínia, o ator Paulo Gustavo posa nos bastidores de filmagem de "Minha Mãe É Uma Peça" (2011/2012) - Paprica Fotografia
Caracterizado como Dona Hermínia, o ator Paulo Gustavo posa nos bastidores de filmagem de "Minha Mãe É Uma Peça" (2011/2012) Imagem: Paprica Fotografia

Carla Neves

Do UOL, no Rio

23/11/2012 12h40

Desde o dia 3 de novembro, a rotina do ator e humorista Paulo Gustavo anda corrida. É que ele tem se dedicado exclusivamente às filmagens do longa “Minha Mãe É Uma Peça”. O filme é a adaptação para o cinema da peça homônima escrita e estrelada por ele. Nesta quinta-feira (22), o UOL acompanhou com exclusividade o set de filmagem da produção.

Caracterizado de dona Hermínia, protagonista da trama, Paulo Gustavo entrou apressado no estúdio localizado na zona portuária do Rio. Mas, mesmo correndo para filmar a cena, parou para falar sobre o longa, que, segundo ele, surgiu por conta do sucesso da peça que “mudou sua vida”. “Só vai cair a ficha mesmo que a dona Hermínia vai ficar gigante quando ela estrear no cinema. Quando for assisti-la no telão”, contou.

Paulo Gustavo afirmou que não está sentindo muito diferença em fazer a Dona Hermínia no cinema. Afinal, em seu programa no Multishow, “220 Volts”, o ator já encarna a personagem. “O cinema é um pouco mais demorado do que a TV. Essa é a grande diferença. A maquiagem deu uma diminuída, está mais naturalista. Mas para mim é como se estivesse gravando o ‘220 Volts’. Não tenho a sensação que estou fazendo um filme. Para mim é que nem gravar uma novela, um seriado”, explicou.

Sempre agitado, o ator não sossega no set. Durante a entrevista, ele parou diversas vezes para brincar com cada produtor que passava. Quando questionado sobre o fim das filmagens, ele fez piada. “O filme acaba de ser rodado no dia 6 de dezembro. Vou perder o show da Madonna [a cantora fará show no Rio no início de dezembro]. Achei que fosse dar para ir, mas não vou poder. Estou achando até que não vai ter público. Ela pediu para eu ir, ficou com medo de ficar vazia a plateia da frente”, contou, aos risos.

Segundo o ator, o filme começa com Dona Hermínia escutando uma ligação do filho Juliano (Rodrigo Pandolfo). Quando está indo para o clube com o pai, Carlos Alberto (Herson Capri), o menino esquece o celular ligado e diz ao pai que preferia morar com ele. Juliano ainda revela que preferia que sua madrasta Soraia (Ingrid Guimarães) fosse sua mãe. “Ao escutar isso, Dona Hermínia quase morre do coração e resolve dar um gelo de dois dias nas crianças. Então ela vai para a casa da Tia Zélia (Sueli Franco), que é amiga e confidente dela, e começa a contar tudo o que fez para criar os filhos. O filme é todo em flashback”, adiantou ele, que assina o roteiro junto com Felipe Braz.

Dirigido por André Pellenz e produzido por Iafa Britz, mesma equipe que comanda o “220 Volts”, o filme se passa em Niterói. “O filme é fluminense. Mas também estamos fazendo filmagens em bairros do Rio, como Barra da Tijuca e Santa Teresa”, explicou Iafa. A produtora contou que a adaptação da peça para o cinema tem tudo para agradar. “O filme tem essa característica, de você se reconhecer, de você reconhecer a sua mãe, de você se reconhecer como mãe, de você reconhecer aspectos da sua própria família. É uma comédia muito bacana e com elementos muito reais do nosso cotidiano”, acrescentou.

Veja algumas máximas de Dona Hermínia:

  • "Não aguento mais aquelas calcinhas que Marcelina perdura no chuveiro, 700 calcinhas a semana inteira, molha, seca, molha, seca que eu não sei como não dá uma bicheira nela!"
  • "Juliano toma Nescau e é incapaz de passar uma aguinha no copo, depois quando a gente vai lavar a gente quase perde os dedos com o açúcar colado no copo"
  • "Esse ano não vai ter Natal lá em casa. Família briga o ano inteiro, no final todo mundo se ama... Eu, hein!"
  • "Quando eu morrer não quero ninguém no meu enterro. Inferniza minha vida depois vem chorar na boca do caixão... Se chorar eu levanto na hora de raiva"
  • "Festa aqui em casa com família só da confusão... Iesa, minha irmã entra aqui, não dá meia hora já tá um dando na cara do outro. Mania de falar mal de Brizola... Vai falar mal de Brizola na casa dela"

André Pellenz afirmou que o filme mantém as características da Dona Hermínia do teatro, mas “não é a peça filmada”. “Quem viu a peça pode esperar a materialização de coisas até então apenas imagináveis. O marido, os filhos e mais histórias sobre a Dona Hermínia. O grande mérito desse filme é entregar ao público algo que ele não viu ainda. A gente atende os dois públicos, aos que viram e aos que não viram a personagem no teatro”, garantiu ele, contando que o longa está previsto para estrear em junho de 2013.

Os atores Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo, que interpretam os filhos de Dona Hermínia, Marcelina e Juliano, respectivamente, contaram que tem sido uma diversão contracenar com Paulo Gustavo e materializar os papeis que antes só existiam na imaginação. “Os fãs do Paulo Gustavo estão curiosos. Já sabem que a Marcelina faz teatro, que come que nem uma desesperada, que é mal-humorada. Está sendo incrível trabalhar com o Paulo. Temos uma energia e um tipo de humor muito parecido, mais intuitivo. Ele tem um astral excelente, dentro e fora de cena”, elogiou.

Rodrigo Pandolfo também falou sobre Juliano, o filho “delicado” de Dona Hermínia, e a convivência com Paulo Gustavo no set de filmagem. “O Juliano é o irmão gay, que é mais sensível e tem uma afinidade maior com a mãe. O Paulo já me conhecia da CAL [Casa das Artes das Laranjeiras]. Sugeriu meu nome, fiz uma leitura e fui escolhido para o papel. É uma delícia trabalhar com ele. O Paulo é energia em pessoa, um alto astral 24 horas por dia. Não o vejo chateado, ele está sempre para cima”, afirmou.

O elenco conta ainda com participações especiais de Alexandra Richter, Ana Karolina Lannes e Sueli Franco, entre outros.