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Irmãos Coen fazem comédia sobre músico folk fracassado em "Inside Llewyn Davis"

Thiago Stivaletti

Do UOL, em Cannes

19/05/2013 10h14

O fracasso como comédia. Essa é a aposta alta que os irmãos Coen fazem – e ganham – no seu novo filme, “Inside Llewyn Davis”, que estreou neste domingo (19) no Festival de Cannes.

Diretores do cult “Fargo” e do oscarizado “Onde os Fracos Não Têm Vez”, eles voltam com a história de Llewyn, um músico folk que canta nos clubes noturnos de Nova York no início dos anos 60, uma época em que esse gênero ainda não tinha estourado nas rádios – tudo mudaria pouco tempo depois, com a chegada de Bob Dylan.

Llewin é um músico de talento imenso, mas um fracasso completo: sua ex-namorada (Carey Mulligan) não quer nem mais olhar na sua cara. Ela e o novo namorado (Justin Timberlake) acabaram de montar um trio de sucesso do qual ele não participa. O dono da produtora que gravou seu único álbum não lhe dá um centavo, e ele é obrigado a dormir no sofá da casa de amigos. Depois de perder o gato de um deles, só lhe resta cair na estrada e tentar a sorte em Chicago.

O filme deve estrear apenas em dezembro nos EUA – e, assim, deve ser um dos fortes candidatos ao Oscar do ano que vem.

Entre o pop e o folk
“Sempre adoramos a música folk, e queríamos mostrar essa época menos conhecida dos fãs. Nesse tempo ninguém ganhava dinheiro com música, e nesse sentido tudo era mais puro. É uma história de lealdade à música”, disse Joel, o irmão que responde às perguntas – apesar de assinarem juntos a direção, diz-se que Joel cuida mais do trabalho no set, enquanto Ethan é o maior responsável pelos roteiros.

Llewin Davis é vivido pelo novato Oscar Isaac, que começa a despontar depois de pequenos papéis em filmes “Robin Hood”, “Sucker Punch” e “Drive”. Sua atuação minimalista não é menos que genial – será uma injustiça se não conseguir uma indicação ao Oscar.

Justin Timberlake, que acabou de lançar um novo álbum de pop e R&B após sete anos trabalhando só como ator, ficou fascinado por flertar com o folk, diferente de tudo o que já gravou. Seu dueto com Carey Mulligan está entre os momentos altos do filme. “Eu sempre tenho medo de cantar”, brincou. “Nos anos 60 todo mundo experimentava o folk, que era a vanguarda da época. Como músico, entendo isso muito bem, porque eu e meus produtores tentamos sempre dar um approach diferente ao pop e ao R&B”, comparou.

Carey Mulligan, que reaparece no festival poucos dias depois de abri-lo ao lado de Leonardo DiCaprio em “O Grande Gatsby”, também assumiu que foi assustador cantar no cinema.

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