Cinema

Chris Pine e Zachary Quinto contam que novo "Star Trek" é mais sombrio e ambicioso

Ana Maria Bahiana

Do UOL, em Los Angeles

Quatro anos depois do filme que reiniciou a franquia “Star Trek” e apresentou um novo Capitão Kirk e um novo Sr. Spock a uma geração de espectadores que mal conhecia o mundo da Enterprise e seus tripulantes, Chris Pine e Zachary Quinto voltam ao universo criado por Gene Rodenberry nos anos 1960 e recriado por J.J. Abrams e o time de roteiristas que o acompanham desde a série “Lost”.

PARA LEIGOS

  • Jordan Strauss/AP

    Em entrevista, o diretor de "Além da Escuridão - Star Trek", J.J. Abrams, conta que sua maior preocupação era fazer um filme que "funcionasse sozinho, como um filme. Que, para apreciá-lo, não fosse preciso ter visto o filme de 2009, ou até mesmo alguma iteração da série de TV. Que uma pessoa que não fosse um trekkie pudesse apreciar."

“Além da Escuridão - Star Trek” começa acelerado, passa um bom tempo na Terra do século 23 e rapidamente envereda pelo rumo sombrio do título, que encobre até o confiante Capitão Kirk. “Ele era um cabeça-quente no primeiro filme”, comenta Pine. “Mas depois de quinze minutos neste filme ele é a pessoa mais cheia de dúvidas”, completa.

Quinto também concorda que a sequência é ambiciosa. “Eu me lembro de ir lendo o roteiro e ficar cada vez mais empolgado a cada página, entusiasmado com a dimensão, a ambição do projeto”, afirma.

O Capitão Kirk, Chris Pine, e seu Sr. Spock. Zachary Quinto, contam ao UOL como é voltar à Enterprise.

UOL - Como é voltar novamente ao personagem e à Enterprise?
Chris Pine -
É sempre um prazer. Eu adoro este grupo de pessoas, somos todos amigos longe das câmeras. Espero que esse relacionamento que temos fora do set transpareça quando as câmeras estão rodando… Acho que conheço Kirk bem melhor, agora. Ele era um cabeça-quente no primeiro filme, sempre em busca de uma confusão, superconfiante, teimoso, arrogante. Mas depois de quinze minutos neste filme ele é a pessoa mais cheia de dúvidas, mais frágil, mais vulnerável possível. Eu acho muito mais empolgante e interessante viver um herói mais frágil. O caminho de Kirk neste filme é mais emocional, e eu adoro isso.

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Zachary Quinto - Eu estive longe desse universo durante quatro anos, estava um pouco ansioso para voltar… Acho que todos nós estávamos… Tínhamos enorme curiosidade em saber o que J.J. e Alex (Kurtzman) e Bob (Orci) e Damon (Lindelof) tinham tramado para a história, que direção eles iam tomar… Eu me lembro de ir lendo o roteiro e ficar cada vez mais empolgado a cada página, entusiasmado com a dimensão, a ambição do projeto. De cara eu vi que ia ter que me preparar muito melhor. Spock tem muito mais ação física neste filme. Isso foi bom --eu fiquei muito mais consciente do meu corpo, e isso é sempre ótimo para compor personagens. Pude habitar Spock com muito mais facilidade, mesmo tendo passado tanto tempo longe dele.

Você gosta de ser Spock?
Quinto -
Gosto muito. Tenho um respeito tremendo por ele. Eu não o acho frio ou distante… Na verdade eu vejo Spock como alguém com uma tremenda compaixão, um alto nível de compreensão e equilíbrio. Ele tenta alcançar sempre uma igualdade e uma isenção difíceis de achar entre os humanos, mas ao mesmo tempo compreende o mundo emocional dos terráqueos. Eu sou de Gêmeos, então tenho esse mesmo tipo de dualidade.

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Zachary Quinto e Leonard Nimoy estão juntos em várias cenas dos dois filmes, fizeram um comercial juntos… Você já se encontrou com William Shatner?
Pine -
Sim! Fizemos um documentário juntos, um projeto dele chamado “Os Capitães”, reunindo todos os capitães de todas as encarnações e todas as naves do mundo “Star Trek”. Foi super divertido. Ele é uma pessoa ótima. Assim que eu fui escolhido para o papel de Kirk, ele me mandou uma carta linda dizendo “bem vindo à turma”.

Onde você iria “audazmente, onde nunca  foi antes”?
Pine -
Para o espaço. Eu adoro ciência e sempre sonhei viajar pelo espaço. Mas eu preferia que a velocidade warp realmente existisse. Se não fosse possível, à Broadway. Adoraria fazer uma peça na Broadway. Fiz um pouco de teatro em Los Angeles e quero muito fazer mais.
Quinto - Para a Índia. É um lugar que reflete todos os aspectos da humanidade, a luz e a sombra, a beleza e o horror, uma experiência riquíssima, cercada de miséria. Vivemos uma vida muito urbana e muito confortável e acho que seria bom uma imersão em algo completamente diferente.

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