Filmes e séries

Terry Gilliam e Amos Gitai disputam Festival de Veneza; "Amazônia" será exibido fora da competição

Do UOL, em São Paulo*

25/07/2013 08h50Atualizada em 25/07/2013 20h17

Novos filmes de diretores como Terry Gilliam, Xavier Dolan e Amos Gitai irão concorrer ao Leão de Ouro, prêmio principal da edição de 2013 do Festival de Cinema de Veneza, que será realizado entre os dias 26 de agosto e 7 de setembro. Entre filmes, documentários e animações, 19 produções buscam o reconhecimento do júri.

Entre os documentários fora da competição, está "Amazônia - Planeta Verde", coprodução Brasil-França dirigido por Thierry Ragobert. Em 3D, o filme busca desvendar mistérios da fauna e da flora dessa região do mundo através do ponto de vista de um macaco prego.

  • Reprodução

    Cena do documentário "Amazonia", coprodução França-Brasil que será exibida no Festival de Veneza, mas fora da competição

O júri do festival será presidido pelo diretor Bernardo Bertolucci, de "O Último Tango em Paris" (1972) e "O Último Imperador" (1987). 

A abertura do festival ficará por conta do filme "Gravidade", do mexicano Alfonso Cuarón, com George Clooney e Sandra Bullock. O longa do mexicano será exibido fora da mostra competitiva do festival. De acordo com o diretor, o filme foi um “erro de cálculo”.

Para esta 70ª edição, 70 cineastas do mundo inteiro foram convidados a filmar um curta-metragem ilustrando "sua ideia de fazer cinema". Eles serão apresentados em Veneza sob uma forma ainda a ser determinada.

"Espelho da realidade"

Segundo o diretor do festival, o crítico de cinema Alberto Barbera, declarou à agência Efe, o evento levará em conta "a crescente fragmentação e esquizofrenia que parece caracterizar o universo das imagens em movimento".

"O cinema reflete as crises que atravessamos, econômica, social, familiar. É o espelho de uma realidade geralmente trágica", explicou à imprensa. "Abusos sexuais, violência contra as mulheres, dissolução de laços familiares, crise de valores... Os cineastas não dão sinal de otimismo", resume.

Diretores

Gilliam, conhecido por filmes como “Os 12 Macacos” e “Medo e Delírio” e por ter integrado o grupo humorístico britânico Monty Python, concorre ao Leão de Ouro com “The Zero Theorem”, sobre um hacker recluso que busca a razão da existência humana em seu trabalho, com Christoph Waltz, Matt Damon e Tilda Swinton.

O canadense Xavier Dolan (“Laurence Anyways” e “Amores Imaginários”) concorre com “Tom à la ferme”, sobre um homem que, após a morte do parceiro, conhece a família dele, que não sabia que ele era homossexual.

O americano James Franco, o francês Philippe Garrel e o britânico Stephen Frears também apresentam seus novos longas no festival (veja lista completa abaixo). Todos os filmes exibidos na mostra competitiva são inéditos no mundo todo.

"Night Moves" será a aposta de Kelly Reichardt, que também foi roteirista deste filme que conta com a atuação de Peter Sarsgaard e de jovens estrelas de Hollywood, como Jesse Eisenberg e Dakota Fanning. Hayao Miyazaki, responsável pela premiada "A Viagem de Chihiro", concorre em Veneza com "Kaze tachinu".

Novos prêmios e número de jurados

O festival chega à 70ª edição com três novos prêmios, incluindo o Grande Prêmio do Júri, que será o terceiro mais cobiçado no festival, depois dos Leões de Ouro e de Prata. O número de jurados para eleger o vencedor do Leão de Ouro passou de sete para nove pessoas.

No ano passado, o Festival de Veneza foi marcado por polêmica quando o júri liderado por Michael Mann elegeu o filme "O Mestre", de Paul Thomas Anderson, como o melhor da mostra competitiva, mas não pode dar o Leão de Ouro à produção. A principal honra da noite ficou com o longa "Pietá", de Kim Ki-dik, pois o vencedor do Leão de Ouro não pode vencer em outras categorias. No caso, o longa já havia faturado os prêmios de melhor diretor e de atuação por conta do trabalho dos atores Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix.

O cineasta americano William Friedkin, diretor de clássicos como "Operação França" e "O Exorcista", receberá o Leão de Ouro por sua carreira nessa edição do festival.

Para Barbera, a obra de Friedkin, de 77 anos, é "exemplo de um cinema exigente, intelectualmente honesto, emocionalmente intenso, aventurado e errático de modo programático".

América Latina fora da competição

Alberto Barbera declarou intenção de incluir um filme latino-americano na competição, mas alegou falta de espaço. "Teríamos incluído com prazer um filme latino-americano no concurso. Mas o espaço é pouco e tivemos que renunciar a ele com muito pesar da nossa parte", disse.  

"Mas tenho que reconhecer que há um fermento extraordinário que se percebe em todos e cada um dos países latino-americanos e não apenas nos centros tradicionais de produção como Argentina, México e Brasil. Cedo ou tarde ele nos reservará muitas surpresas", acrescentou.  

Mostra competitiva:

“Es-Stouh” (The Rooftops), de Merzak Allouache (Argélia-França)
“L’intrepido”, de Gianni Amelio (Itália)
“Miss Violence”, de Alexandros Avranas (Grécia)
“Tracks”, de John Curran (Reino Unido-Austrália)
“Via Castellana Bandiera”, de Emma Dante (Itália-Suíça-França)
“Tom at the Farm”, de Xavier Dolan (Canadá-França)
“Child of God”, de James Franco (Estados Unidos)
“Philomena”, de Stephen Frears (Reino Unido)
“La Jalousie”, de Philippe Garrel (França)
“The Zero Theorem”, de Terry Gilliam (Reino Unido-Estados Unidos)
“Ana Arabia”, de Amos Gitai (Israel-França)
“Under the Skin”, de Jonathan Glazer (Reino Unido-Estados Unidos)
“Joe”, de David Gordon Green (Estados Unidos)
“Die Frau des Polizisten” (The Police Officer’s Wife), de Philip Groning (Alemanha)
"Parkland", de Peter Landesman
“Kaze tachinu”, de Hayao Miyazaki (Japão)
“The Unknown Known: the Life and Times of Donald Rumsfeld”, de Errol Morris (Estados Unidos)
“Night Moves”, de Kelly Reichardt (Estados Unidos)
“Sacro GRA”, de Gianfranco Rosi (Itália)
“Jiaoyou” (Stray Dogs), de Tsai Ming-liang (Taiwan-França)

Fora de competição:

“Space Pirate Captain Harlock,” Aramaki Shinji (Japão)
“Gravity,” Alfonso Cuaron (Estados Unidos)
“Moebius,” Kim Ki-duk (Coreia do Sul)
“Locke,” Steven Knight (Reino Unido)
“Yurusarezaru mono” (Unforgiven), Lee Sang-Il (Japão)
”Wolf Creek 2,” Greg McLean (Austrália)
“Die Andere Heimat — Chronik einer Sehnsucht” (Home from Home — Chronicle of a Vision), Edgar Reitz (Alemanha)
“The Canyons,” Paul Schrader (Estados Unidos)
“Che strano chiamarsi Federico Scola racconta Fellini,” Ettore Scola (Itália)
“Walesa. Czlowiek z nadziei” (Walesa. Man of Hope), Andrzej Wajda, Ewa Brodzka (Polônia)

Fora da competição - documentários

“Summer 82 When Zappa Came to Sicily,” Salvo Cuccia (Itália - Estados Unidos)
“Pine Ridge,” Anna Eborn (Dinamarca)
“The Armstrong Lie,” Alex Gibney (Estados Unidos)
“Ukraina ne Bordel” (Ukraine Is Not Brothel), Kitty Green (Austrália)
”Amazônia - Planeta Verde”, Thierry Ragobert (França-Brasil)
“Feng Ai” (‘Til Madness Do Us Apart), Wang Bing (Hong Kong-China-França-Japão)
“At Berkeley,” Frederick Wiseman (Estados Unidos)

Mostra Horizontes:

“Je m’appelle Hmmm…,” Agnes B. (França)
“Bauyr” (Little Brother), Serik Aprymov (Cazaquistão)
“Il terzo tempo,” Enrico Maria Artale (Itália)
“Eastern Boys,” Robin Campillo (França)
“Palo Alto,” Gia Coppola (Estados Unidos)
“Ruin,” Amiel Courtin-Wilson, Michael Cody (Austrália)
“Mahi Va Gorbeh” (Fish and Cat), Shahram Mokri (Irã)
“Vi ar bast!” (We Are the Best!) Lukas Moodysson (Suécia-Dinamarca)
“Wolfskinder” (Wolfschildren), Rick Ostermann (Alemanha)
“La vida despues,” David Pablos (México)
“Algunas Chicas,” Santiago Palavecino (Argentina)
“Medeas,” Andrea Pallaoro (Estados Unidos-Itália)
“Still Life,” Uberto Pasolini (Reino Unido)
“Piccola Patria,” Alessandro Rossetto (Itália)
“La prima neve,” Andrea Segre (Itália)
“Jigoku de naze warui,” (Why Don’t You Play in Hell?) Sono Sion (Japão)
“The Sacrament,” Ti West (Estados Unidos)

*Com informações da Efe, AFP e ANSA

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