Filmes e séries

Após 11 anos, arquivo de filmes do Rio volta a funcionar

Flávia Villela

Da Agência Brasil, no Rio de Janeiro

06/08/2013 20h52Atualizada em 06/08/2013 22h18

Após mais de 11 anos, o Arquivo de Filmes do Rio de Janeiro volta a funcionar, com instalações na sede do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), órgão da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. O novo prédio de Reserva Técnica e Preservação, que demorou dez anos para ser concluído e custou cerca de R$ 5 milhões, teve patrocínio da Petrobras, por intermédio da Lei Rouanet, e da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.

O Rio estava sem local apropriado para guardar os filmes desde 2001, com o fim do depósito da Cinemateca do Museu de Arte Moderna. Parte do acervo foi para o Arquivo Nacional e parte para a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

São dois andares para guarda de material, com capacidade de armazenamento de cerca de 100 mil latas de rolos de filmes, além de área técnica para equipamentos de refrigeração, área de trabalho para revisão de materiais, expedição e administração do acervo, com temperatura em torno de 10°C e média de 35% de umidade relativa do ar. O local também servirá de espaço de pesquisa e capacitação na área do audiovisual.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, que participou da inauguração, disse que o objetivo é investir ainda mais na preservação de acervos para que a história audiovisual do país não se perca. “Agora é necessário reunir tudo, fortalecer ainda mais aqui e a Cinemateca [Brasileira] para que essas matrizes espalhadas pelo Brasil possam ficar em clima adequado, proteção absoluta”, ressaltou a ministra. Segundo ela, a Cinemateca Brasileira tem um acervo de 350 mil latas.

De acordo com o secretário do Audiovisual, Leopoldo Nunes, estão previstos dez centros desse tipo no país, por meio de parcerias, para receber de forma apropriada as mais de 1 milhão de latas de filmes existentes no Brasil, conforme estimativa da Associação Brasileira de Preservação. “Muitos [centros] já estão prontos, precisam apenas ser adequados”, disse Nunes.

A seleção dos filmes para o acervo vai priorizar as produções do Rio de Janeiro e as películas mais antigas e mais sensíveis, além de  alguns acervos particulares, como as matrizes de filmes dos cineastas Adhemar Gonzaga, de Humberto Mauro e de Glauber Rocha. “Trata-se de uma reserva técnica de última tecnologia, que vai permitir a conexão de uma série de instituições vocacionadas para isso, como as universidades, que hoje trabalham de forma independente”, explicou o secretário.

Em outubro, o centro vai iniciar cursos virtuais e presenciais de dramaturgia contemporânea e produção seriada, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba, e de preservação de materiais audiovisuais. Nunes disse que, futuramente, o local poderá ser uma grande escola do audiovisual.

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