Filmes e séries

Inspirada em obra de Laerte, animação terá pirata crossdresser

Divulgação
Otto Guerra prepara animação inspirada na obra "Piratas do Tietê", de Laerte Imagem: Divulgação

Mariane Zendron

Do UOL, em Gramado (RS)

Otto Guerra, que está no Festival de Gramado para apresentar "Até Que a Sbórnia nos Separe", falou sobre seu novo longa de animação, inspirado nas tirinhas "Piratas do Tietê", do cartunista Laerte.

O roteiro está sendo escrito desde 2002 e já está na décima versão. "Em uma das leituras que fizemos para o Laerte, ele vira e diz que odeia o  'Piratas do Tietê'. Aí incluímos o Hugo no roteiro, que é um personagem que vai se transformando em Muriel. Esse personagem nada mais é do que um campo de experimentação do Laerte sobre sua própria vida".

Para o diretor, Laerte foi muito transgressor ao criar aqueles piratas que cortavam as cabeças das pessoa. "Isso foi naquela época (década de 1980). Hoje em dia, nada mais transgressor do que um pirata depilado e maquiado", disse ele.

Otto já tem outras duas animações baseadas em obras de cartunistas,  "Wood & Stock — Sexo, orégano & rock’n’roll" (2006), baseado na tira de Angeli e "Rocky & Hudson, os caubóis gays", de 1994, baseado na tira do Adão Iturrusgarai.

"Até que a Sbórnia nos Separe"

  • Divulgação

    Cartaz de "Até Que a Sbórnia nos Separe", de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr.

Exibido nesta quarta-feira (14) no Festival de Gramado, a também animação "Até que a Sbórnia nos Separe" foi um dos filmes mais bem recebidos pelo público do evento até agora. Baseado no espetáculo musical "Tangos e Tragédias", em cartaz há 20 anos, o longa retrata a história de um pequeno país chamado Sbórnia, que é separado do resto do mundo por um muro. Quando o muro cai acidentalmente, o país é invadido pela modernidade. O choque cultural bagunça a tranquilidade dos sbornianos e pode trazer graves consequências.

O longa conta com as vozes dos criadores do espetáculo Hique Gomez, Nico Nicolaiewskyo, além de André Abujamra, Fernanda Takai e Arlete Salles.

Na entrevista desta quinta-feira, Otto Guerra falou que a animação brasileira já é uma realidade e seu crescimento não terá volta. "Trabalhar com animação era desaconselhável há alguns anos. Passei fome, morei na rua, mas agora trabalhar com isso é possível no Brasil", brincou Guerra.

O diretor diz que não sabe como será a receptividade do público, mas a ideia é que a animação atraia muitas pessoas aos cinema. "A ideia é que o filme seja comercial sem ser idiota, mas achei a plateia de Gramado muito séria. Fiquei um pouco preocupado". Com orçamento de R$ 4 milhões conquistado por leis de incentivo, Otto disse que o filme tem que, no mínimo, se pagar. "Não podemos brincar de fazer filme com dinheiro público".

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