Cinema

Eduardo Paes diz que paga o que for para que Woody Allen filme no Rio

Jean-Paulo Pelissier/Reuters
Woody Allen imagem: Jean-Paulo Pelissier/Reuters

Do UOL, em São Paulo

O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes quer muito que o diretor americano Woody Allen faça um filme no Rio de Janeiro. Quer tanto que isso aconteça que, ao jornal "O Globo", disse que paga o que for. "Eu quero muito que ele venha! Já fiz de tudo. Falei com a irmã dele, mandei bilhete via (o arquiteto Santiago) Calatrava, que é vizinho dele em Nova York, e pago o que for para que ele venha filmar aqui. O Reage Artista vai me matar quando eu der os milhões que o Woody pedir. Mas eu pago 100% da produção".

A entrevista de Paes, publicada neste domingo (18), repercutiu internacionalmente em veículos como o jornal britânico "The Guardian", o site americano especializado em cinema Deadline e no MSN americano.

O presidente da RioFilme, Sérgio Sá Leitão, afirmou que os últimos filmes de Allen têm custado uma média de US$ 20 milhões. Questionado se o valor não é excessivo para um único projeto da RioFilme – que recebeu, segundo o próprio Paes, R$ 50 milhões neste ano –, Leitão disse que não poderia comentar uma decisão do prefeito. “Se o prefeito apontou que ele quer fazer isso, ele é o mandatário, ele foi eleito, ele tem legitimidade para fazer isso”, afirmou.

Ainda de acordo com Leitão, as filmagens mostrariam que o Rio está preparado para receber uma produção internacional e o Rio seria “retratado por um grande artista, o que é uma coisa benéfica”. Além disso, diz, o dinheiro seria investido na própria cidade. “Com exceção do Woody Allen e das pessoas mais próximas que trabalham com ele, os gastos de produção vão ser feitos na cidade, para injetar recursos no audiovisual da cidade”, completa.

Em 2012, o diretor havia dito que filmar na cidade era uma possibilidade real e que seus produtores já haviam visitado a cidade em 2009. "Filmes demoram para sair do papel, mas os produtores, inclusive minha irmã, ficaram muito bem impressionados com a cidade", disse o diretor, acrescentando que  em sua lista de possibilidades, o Rio "está no posto mais alto do pódio".

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A entrevista de Paes ao "Globo" se concentrou nos investimentos que a prefeitura do Rio está fazendo na cultura da cidade. O prefeito também afirmou que pretende construir salas de cinema na Zona Norte e Oeste da cidade e falou sobre o Teatro Glória, demolido pelo empresário Eike Batista.

Quando o tradicional Hotel Glória foi reformado pelo grupo EBX, de Eike Batista, o Teatro Glória, que funcionava desde a década de 1970 no anexo do edifício, deixou de existir. Em nota, a EBX informou que estava analisando a possibilidade de construir um novo espaço cultural em outro ponto da cidade. "O que teve foi o seguinte: o teatro estava parado, e o Eike recebeu uma autorização dos órgãos de patrimônio e urbanismo da cidade para demolir. Eu só descobri depois e fiz um decreto determinando que só o prefeito pode autorizar a destruição de teatros. Mas aí a imprensa foi em cima, e o (ex-secretário municipal de Cultura, hoje presidente da Fundação Cidade das Artes, Emilio) Kalil procurou o Eike, e ele se comprometeu a fazer outro teatro". 

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