Cinema

Com Helena Ignez na plateia, Júlio Bressane exalta obra de Sganzerla

Marcos A. Rezende/Folhapress
O diretor Júlio Bressane imagem: Marcos A. Rezende/Folhapress

Mariane Zendron

Do UOL, em São Paulo

O cineasta Júlio Bressane diz que seria incapaz de fazer uma lista de filmes ou diretores que influenciaram a sua vida. Por isso, no encontro com o público realizado pela Mostra de São Paulo, nesta quarta-feira (23), o diretor escolheu falar apenas de um longa: "Sem essa, Aranha", de Rogério Sganzerla, a quem Bressane atribuiu o título de melhor diretor brasileiro da história. 

O filme, de maio de 1970, nunca foi exibido publicamente e acabou sendo esquecido, segundo o cineasta, mas para ele é uma das únicas obras já feitas em que é possível enxergar o universo e o próprio cinema. "É uma obra que abraça todas as artes: a pintura, música, literatura. Tem um texto avançado, do qual Sganzerla era muito familiar, mas também tinha uma aura popular". 
 
Bressane fala com propriedade sobre o diretor de "Bandido da Luz Vermelha" porque ao lado de Sganzerla fundou a produtora Bel Air, em 1969, realizando no mesmo ano "O anjo Nasceu" e "Matou a família e foi ao cinema", filmes que são considerados marcos do cinema marginal. Quarto convidado do projeto "Os Filmes da Minha Vida", realizado no Espaço Itaú de Cinema na rua Augusta, Bressane contou com a presença de Helena Ignez, estrela de "Sem Essa, Aranha" e de outros filme de Bressane e Sganzerla.
 
Um homem da plateia insistiu para que o cineasta falasse de outros diretores que o influenciaram, mas o diretor de 67 anos disse que isso seria impossível. "Tive uma infância muito triste. Ia muito ao cinema e fui muito iludido por ele, mas só fui entender de cinema 40 anos mais tarde", disse. 
 
Bressane também falou sobre a sua relação com Sganzerla, que morreu em 2004, aos 57 anos. "Foi quem mais me ensinou. Era um gênio. E como todo gênio, era involuntário. havia uma força que o dominava, que ia além de seu talento".
 
Além de participar do "Filmes da Minha Vida", Bressane também exibe seu novo filme na Mostra, "Educação Sentimental", sobre uma solitária professora, que começa uma relação singular com um rapaz com quem encontra por acaso. A primeira sessão do longa acontece nesta quarta-feira, às 20h10, no Reserva Cultural. Veja a programação
 
O próximo encontro do projeto acontece na sexta-feira (25), às 12h, com a participação do diretor Walter Salles. Michel Ciment, Lauro Escorel, Zuenir Ventura e Cássio Starling Carlos também integram a programação deste ano. 
 
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