Filmes e séries

Diretor de "Engraçadinha", Haroldo Marinho Barbosa morre aos 68 anos no Rio

Reprodução/Facebook
Cineasta de "Engraçadinha", Haroldo Marinho Barbosa Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

21/12/2013 19h12

O cineasta carioca Haroldo Marinho Barbosa, diretor do filme "Engraçadinha" (1981), inspirado na obra de mesmo nome de Nelson Rodrigues,  e "Baixo Gávea" (1986), foi cremado neste sábado (21) no Crematório da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro por volta das 14h. Ele morreu aos 68 anos na última quinta-feira após ter sofrido uma queda em sua casa em Petrópolis, região serrana da cidade, e batido com a cabeça no chão.

De acordo com publicação feita no Facebook pela mulher do cineasta, Lyscia Braga, Haroldo morreu de infarto do miocárdio e tinha coágulos de sangue e gordura no coração. “Foi fulminante quando caiu, já caiu morto”, escreveu ela. Ele deixou uma filha, Olívia.

"Haroldo foi cremado hoje. Ele pediu para jogarmos suas cinzas no jardim, jardim que ele cuidava de ficar vazio, só com pedriscos que ele mandou colocar. Não era chegado a plantas mas queria uma árvore grande no jardim, apenas uma. Achei uma chamada Jacarandá Mimoso , uma arvore em extinção. Ia mostrar para ele quando ele morreu. Ele tinha pedido para jogarmos suas cinzas no jardim da casa que moramos, que é de 1894 e está na família dele desde 1904, com muitas histórias. Somos a sexta geração nessa casa. Resolvi plantar essa única árvore no jardim e jogar suas cinzas lá", escreveu ela na rede social.

Carreira

Haroldo Marinho Barbosa atuou como diretor nas décadas de 70 e 80. Seus primeiros curtas-metragens foram "Copacabana" (1965), "Eu Sou Vida, Eu Não Sou Morte" (1970) e "Dom Quixote" (1967).

O cineasta dirigiu seu primeiro longa-metragem, "Vida de Artista", em 1972. No entanto, seu reconhecimento só viria depois de uma década, com "Engraçadinha". O filme foi protagonizado por Lucélia Santos, que levou o prêmio de melhor atriz. O longa também recebeu a premiação de melhor roteiro e música no Festival de Brasília. 

Seu último filme como diretor foi  "Baixo Gávea", que recebeu o prêmio do júri no Festival do Rio, vencendo também as categorias de melhor ator com Carlos Gregório e melhor atriz para Louise Cardoso, no Festival de Brasília.

Perto dos anos 90, ele passou a escrever roteiros. Já em 2003, assinou o roteiro de "O Vestido", de Paulo Thiago, baseado na obra de Carlos Drummond de Andrade. Seu mais recente trabalho como diretor foi com  "O Demoninho de Olhos Pretos", de 2008, uma adaptação dos "Contos Fluminenses", de Machado de Assis.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

do UOL
AFP
do UOL
Reuters
AFP
do UOL
Reuters
do UOL
Reuters
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
Chico Barney
UOL Cinema - Imagens
UOL Entretenimento
Cinema
do UOL
AFP
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
AFP
do UOL
Cinema
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
Chico Barney
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Roberto Sadovski

Roberto Sadovski

As 25 melhores histórias em quadrinhos da Liga da Justiça

Pincelar as melhores histórias da Liga da Justiça é um trabalho complexo. Não pela falta de qualidade, mas pelo contraste: muita coisa entre os primórdios da equipe e o final dos anos 80 tem mais valor por sua inegável importância histórica do que por seus predicados artísticos. O gibi da Liga, afinal, viveu por anos na sombra da animação Superamigos, e isso deixou o tom das histórias mais ingênuo e infantil até a reformulação pós-Crise nas Infinitas Terras. Mas garimpar todas as fases em décadas de aventuras trouxe boas surpresas e ótimas descobertas - além do perceber que, em boas, mãos, a Liga pode ser incrível! A leitura rendeu algumas conclusões. Primeiro, não há absolutamente nada errado em usar histórias de super-heróis para fazer humor! Segundo, o horrendo período dos Novos 52, que privilegiou forma, ignorou substância e fez um flashback sinistro dos primórdios da Image Comics nos anos 90 (urgh), não foi tão cruel com a Liga. Terceiro, pouca gente escreve e entende os herói tão bem quanto Grant Morrisson e Mark Waid. No mais, a Liga da Justiça, em usas diversas encarnações, ainda é aposta certeira quando o assunto é entretenimento - afinal, só uma equipe criativa muito canhestra poderia melar uma mistura de personagens e personalidades e superpoderes tão diversa e tão bacana! Acredite, se os super-heróis mais lendários do mundo sobreviveram a Extreme Justice, nada é capaz de derrotá-los!

Cinema
Colunas - Flavio Ricco
do UOL
do UOL
Topo