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Blu-ray de "Azul É a Cor Mais Quente" é recusado por empresas brasileiras

Do UOL, em São Paulo

24/02/2014 22h15Atualizada em 25/02/2014 15h27

Em nota publicada na página oficial de "Azul É a Cor Mais Quente", equipe de divulgação do filme afirma que a versão em  Blu-ray do filme está encontrando dificuldades para chegar ao mercado.

Segundo a nota, publicada nesta segunda (24), "as empresas brasileiras produtoras de blu-ray se negam a produzir o filme devido ao seu 'conteúdo'". "Ainda estamos batalhando para reverter essa situação, mas não conseguimos acreditar que tratariam dessa forma a história de amor mais linda de 2013, vencedora da Palma de Ouro no Festival de Cannes e diversos outros prêmios", completa o texto.

Em comunicado, a distribuidora do filme no Brasil, a Imovision, esclareceu que, por enquanto, o filme só poderá ser reproduzido em DVD pois as duas empresas que costumam replicar seus títulos em blu-ray se recusaram a realizar o serviço alegando "conteúdo inadequado".

“Depois das dificuldades encontradas para a replicação do DVD do filme “Azul é a Cor Mais Quente”, a Imovision procurou a empresa brasileira Sonopress, que replica seus títulos em Blu-ray, mas a mesma se recusou e ainda alegou que nenhuma outra empresa faria o serviço. A Imovision então contatou a SONY DADC, que também se recusou a produzir o Blu-ray do filme, por considerar o conteúdo inadequado devido às cenas de sexo, apesar do filme já ter sido classificado para maiores de 18 anos".

Na nota, a Imovision ainda lamenta o fato e e diz busca alternativas para a replicação do filme em Blu-ray no âmbito nacional.  

Palma de Ouro
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2013, "Azul É a Cor Mais Quente", do tunisiano radicado na França Abdellatif Kechiche, acompanha as descobertas sexuais e o amadurecimento de Adèle (Adèle Exarchopoulos), que se envolve com outra garota, Emma (Léa Seydoux).

O filme já esteve envolto em polêmica depois de críticas que Seydoux fez ao diretor. Nas primeiras entrevistas depois do festival de Cannes, Seydoux disse que se sentiu como uma prostituta no set quando teve que fingir orgasmo durante seis horas seguidas com três câmeras sobre elas. Chocado, o diretor disse que as afirmações fizeram com que se sentisse humilhado e desgraçado.

Trailer de "Azul É a Cor Mais Quente"