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Morre aos 84 anos Paul Mazursky, cineasta cinco vezes indicado ao Oscar

O roteirista e diretor Paul Mazursky em evento de 2014 em Los Angeles - Alberto E. Rodriguez/Getty Images
O roteirista e diretor Paul Mazursky em evento de 2014 em Los Angeles Imagem: Alberto E. Rodriguez/Getty Images

Do UOL, em São Paulo*

01/07/2014 16h24Atualizada em 02/07/2014 13h51

Paul Mazursky, o diretor e roteirista de filmes como "Harry, o Amigo de Tonto" (1974) e "Uma Mulher Descasada" (1978), morreu na segunda (30), aos 84 anos. A informação é do site especializado em cinema The Wrap.

Mazursky, que nasceu Irwin Mazursky no Brooklyn, em 1930, morreu em Los Angeles, de parada cardiorrespiratória, de acordo com um porta-voz do cineasta.

Ele fez sua estreia como ator em "Medo e Desejo" (1953), primeiro longa-metragem dirigido por Stanley Kubrick, e mais tarde partiu para a carreira de roteirista, com trabalhos na TV como o primeiro episódio da série "The Monkees".

Seu primeiro trabalho como roteirista de cinema foi a comédia "O Abilolado Endoidou" (1968), estrelada por Peter Sellers. No ano seguinte, ele estreou como diretor com "Bob, Carol, Ted e Alice" (1969), que também co-escreveu. O filme lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, de roteiro original.

Mazursky foi indicado ao prêmio da Academia com outros quatro trabalhos: melhor roteiro original por "Harry, o Amigo de Tonto" (1974), melhor roteiro original e melhor filme por "Uma Mulher Descasada" (1978), e melhor roteiro adaptado por "Inimigos, uma História de Amor" (1989), estrelado por Angelica Houston.

O cineasta escreveu os 17 filmes que dirigiu e "Harry, o Amigo de Tonto" rendeu Oscar de melhor ator a Art Carney; enquanto Jill Clayburgh foi indicada por "Uma Mulher Descasada" e Dyan Cannon e Elliott Gould o foram por "Bob, Carol, Ted e Alice".

O cineasta também dirigiu a atriz brasileira Sônia Braga em "Luar sobre Parador", de 1988.

Seus trabalhos, que alcançaram fama pela acidez e olhar satírico para relações sentimentais, cheio de histórias sobre infidelidades e troca de casais, o transformaram em uma das figuras mais respeitadas de Hollywood entre as décadas de 1960 e 1970.

"Parece que tenho talento natural para o humor e que faço as pessoas rirem, mas acho que em mim existe uma dualidade: gostaria de fazer chorar também. Gosto de traçar essas relações. O filme perfeito, para mim, retrata ambas as caras", disse Mazursky há alguns anos ao jornal "Chicago Tribune".

Mazursky também conseguiu duas indicações ao Globo de Ouro pelo roteiro e pela direção de "Uma Mulher Descasada" e recebeu o Emmy em duas ocasiões pelo roteiro da série "The Danny Kaye Show" (1963).

Como ator se tornou um desses rostos secundários infalíveis graças a títulos como "Nasce uma Estrela" (1976), "O Pagamento Final" (1993), "Segredos do Coração" (1994) ou "Casos e Casamentos" (1995), um filme com Antonio Banderas, que o dirigiu em "Loucos do Alabama" (1999).

Seus últimos anos foram dedicados especialmente à televisão, onde trabalhou em séries como "Curb Your Enthusiasm" e "Família Soprano".

O cineasta, por vezes comparado a Woody Allen e Ingmar Bergman por seu estilo de fazer cinema, recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2013.

* Com informações da agência EFE

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