Cinema

Veja transformação do ator Julio Andrade em Paulo Coelho de 60 anos

Tiago Dias

Do UOL, em São Paulo

Cinco horas de maquiagem separam o Paulo Coelho da década de 1970, parceiro de Raul Seixas, do escritor famoso que conhecemos hoje. No filme "Não Pare na Pista - A Melhor História de Paulo Coelho", que estreia na quinta-feira (14), quem defende o escritor nas duas fases é o ator Julio Andrade.

O making of do filme, divulgado nesta quarta-feira (13) em primeira mão pelo UOL, mostra todos os detalhes da meticulosa maquiagem e da colocação da máscara, um híbrido entre o desenho do rosto do ator e de Paulo Coelho. "A máscara não é idêntica ao Paulo. Tinha que ter uma mistura minha com a face do Paulo para ficar natural", explicou o ator.

Rosto conhecido no filme "Gonzaga - De Pai Para Filho", quando interpretou Gonzaguinha, Julio disse que sentiu dificuldade em atuar como Paulo Coelho mais velho por causa de uma pesada máscara. "Eram quase 5kg, cinco horas de maquiagem. Era difícil", disse o ator.

A experiência, agora, o faz pensar duas vezes em encarar uma aventura parecida novamente."Se um dia eu for convidado para um papel em que eu precise usar uma máscara como essa, eu vou pensar muito antes de aceitar", contou ele ao UOL. "Limita muito. Dentro da máscara você é uma pessoa, fora dela você não tem controle. É quase um movimento robótico. Para dar um sorriso, você não pode dar um sorriso para dentro, você tem que sorrir para fora", descreveu.

Julio mergulhou no processo de criação do escritor e, durante as cinco horas diárias de maquiagem, cantava e ajudava os maquiadores durante o processo. Já no filme, o ator fica com o pé atrás quando se vê na tela. "O maior grilo para mim é quando eu não me reconheço em algumas cenas. Não consigo me ver. A maior dificuldade foi não ter tido um workshop com essa máscara, de ter feito testes com a câmera, para eu ter um certo controle".

O diretor Daniel Augusto disse que chegou a cogitar um ator mais velho para o papel até conhecer a empresa DDT, responsável também pelos efeitos em "O Labirinto do Fauno" (2006), filme de Guillermo del Toro, e em "Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres" (2010), longa de Joann Sfar.
 

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