Filmes e séries

Mexicano Arriaga diz que fugiu de Carnaval e favela em "Rio, Eu te Amo"

Fabíola Ortiz

Do UOL, no Rio

11/09/2014 06h00

“Tenho uma preferência pela contradição da natureza humana”, disse ao UOL o diretor mexicano Guillermo Arriaga ("Vidas que se Cruzam") que optou por contar um drama no longa “Rio, Eu te Amo”, o terceiro da franquia “Cities of Love”, que estreia nesta quinta (11).

Arriaga foi o primeiro cineasta internacional confirmado para participar do projeto que reúne 11 diretores, entre eles Carlos Saldanha, o sul coreano Im Sang-soo, Stephan Elliott, Andrucha Waddington, Fernando Meirelles e José Padilha.

No seu curta "Texas", um ex-lutador de boxe (Land Vieira, de "Gonzaga - De Pai para Filho") tem o braço amputado após um acidente de carro que deixa graves sequelas em sua namorada (Laura Neiva). A jovem modelo precisa de um grande tratamento para curar a sua paralisia.

Longe de praia, samba e carnaval, elementos que nunca faltam num filme ambientado no Rio de Janeiro, Arriaga optou por mergulhar no submundo das lutas de rua e explorar um drama humano.

“Eu queria retratar a vida humana, uma sociedade muito contraditória como a brasileira e a latino-americana. O Brasil tem uma sociedade forte e interessante. É uma história que não tem a ver com favela ou Carnaval, mas tem a ver com a realidade das lutas de rua”, explicou Arriaga.

Em seu curta, o mexicano optou por deixar o final em aberto. Esta decisão, segundo ele, foi muito bem pensada: “Eu gosto que o público construa um filme em sua cabeça. Para mim, o melhor é que o público saia da sala e pense no que aconteceu depois com os personagens”, comentou.

Trailer de "Rio, Eu te Amo"

Ao lado de Laura Neiva, o cineasta comentou como foi trabalhar com uma equipe de brasileiros. Além de Arriaga, o único estrangeiro no curta era o ator britânico Jason Isaacs que também vive um ex-lutador.

“Foram os melhores com quem eu trabalhei, todos os produtores são muito bons e entendem os diretores. Os atores têm qualidade internacional, Todos são contadores de histórias e profissionais”.

Laura Neiva admite que ter vivido uma ex-modelo em uma cadeira de rodas e ser uma personagem muda foi muito diferente de tudo o que já tinha feito.

“A Maria é uma das personagens mais fortes que eu fiz. Parece difícil não ter fala, mas, para mim, foi importante construir uma personagem e não ter fala para me apegar. Tive que me apegar ao sentimento real, foi muito intuitivo. Eu tinha abertura com o Arriaga e existia uma cumplicidade também com o Land Vieira”, comentou, ao destacar que as cenas não tinham um roteiro fechado e que a dupla não ensaiou nenhuma cena específica.

Na opinião de Arriaga, Neiva foi capaz de expor todos os sentimentos da personagem mesmo estando muda. “Ela é tão boa atriz que pode ser muda e falar tudo”, destacou.

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