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Atriz de "Django Livre" diz que foi detida ao ser confundida com prostituta

Foto postada pela atriz Danièle Watts na qual ela é interrogada por policiais - Reprodução/Facebook
Foto postada pela atriz Danièle Watts na qual ela é interrogada por policiais Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

13/09/2014 20h53Atualizada em 14/09/2014 11h56

Danièle Watts, que interpretou a personagem Coco em "Django Livre", disse que foi tomada por prostituta e detida quinta-feira (11) em Los Angeles em um caso de discriminação racial. A atriz, que é negra, estava com seu namorado Brian James Lucas, que é branco.

Watts foi algemada ao se recusar a entregar seus documentos aos dois policiais que abordaram o casal. Ela postou no Facebook uma foto chorando enquanto era interrogada por um deles.

Danielle Watts como Coco em "Django Livre" - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

"Hoje eu fui algemada e detida por dois policiais do departamento de polícia de Studio City depois de recusar a concordar que havia feito algo de errado ao demonstrar afeto, com minhas roupas, em um local público", ela escreveu.

Segundo confirmou Brian Jones ao TMZ, os dois estavam namorando em um carro em frente aos estúdios da rede de TV CBS e foram abordados depois da denúncia de um vizinho. Os policiais pediram os documentos dos dois, mas ela recusou-se a mostrá-los e foi colocada de forma brusca na viatura até que os policiais verificassem quem ela era. Segundo Jones, ela sofreu cortes no braço devido às algemas. Watts foi liberada logo depois.

Os Estados Unidos têm passado recentemente por diversos protestos devido à violência policial e ao chamado "racial profiling", a discriminação por parte das autoridades com relação a minorias, como negros e latinos.

"Conforme eu estava sentada na viatura, eu me lembrei das incontáveis vezes que o meu pai chegou frustrado e humilhado por policiais quando não havia feito nada de errado", prossegui a atriz. "Eu senti sua vergonha, sua raiva e meus próprios sentimentos de frustração por existir em um mundo no qual 'figuras de autoridade' podem controlar quem eu sou".