Cinema

Prestes a estrear no cinema, Chay Suede diz que nunca vai deixar de cantar

Mariane Zendron

Do UOL, em São Paulo

Três amigos que acabaram de concluir o ensino médio resolvem aproveitar em Salvador o último Carnaval antes da vida adulta. Sem dinheiro, "roubam" a Kombi da mãe de um deles e partem para a estrada em uma aventura com muitos perrengues. O enredo do filme "Lascados", que marca a estreia de Vitor Mafra na direção, proporcionou uma aventura real para o ator Chay Suede. Depois do sucesso na novela "Império" (Globo), ele estreia nos cinemas nesta quinta-feira (18) como o protagonista do longa.

O filme foi rodado entre junho e julho de 2013, período em que manifestações tomaram conta de todo o país. "A gente deu de frente com uma estrada bloqueada. Tivemos que passar a noite em uma pousada muito doida, com dez camas em cada quarto. Estávamos tão cansados que dormimos do jeito que deu", contou ele, ao UOL.

De família presbiteriana, Suede diz que nunca viajou com os amigos no Carnaval porque costumava ir nos retiros espirituais da igreja, onde se apaixonar não era prioridade. Ao lado de Paloma Bernardi ("Salve Jorge"), José Trassi ("Sandy & Júnior") e Paulo Vilela ("Tropa de Elite"), Chay passou 23 dias pelas estradas do Espirito Santo. "Foi o melhor mês da nossa vida. Ficamos muito amigos e nos encontramos até hoje."

Durante entrevista coletiva, Paloma Bernardi e o diretor também contaram que o elenco foi surpreendido muitas vezes pelas fãs de Suede, que sempre chegavam em grupo, às vezes de até 300 pessoas, para tirar uma foto e conversar com o ídolo.

Sempre cercado de assessores e com agenda de pop star, o artista diz que a religião o ajuda a ter tranquilidade para lidar com o assédio. "O deslumbre tem muito a ver com o que alguém diz sobre uma pessoa e não sobre o que ela é, de fato. Eu não sou deslumbrado. O maior cuidado é não dar brechas para que as pessoas digam isso de mim."

Sucesso como ator

Roobertchay Domingues da Rocha Filho, nome de batismo do ator, começou a arrancar suspiros há pelo menos quatro anos, quando surgiu como candidato do programa "Ídolos", na Record, onde se consolidou como estrela teen ao ser escalado em seguida para a novela "Rebeldes" (Record). No entanto, a fama nacional só veio neste ano, na Globo, onde viveu o jovem José Alfredo na primeira fase de "Império".

Atualmente, Suede faz mais sucesso como ator, mas nega que a atuação esteja se sobressaindo em relação à música. "Eu continuo fazendo shows, agora mais do que nunca. Também estou gravando um EP [disco que tem em média seis músicas] com minha banda, formada por meus amigos. Estou compondo com eles e me entregando tanto à música quanto à interpretação. O que vai dar mais notícia na mídia não faz a menor diferença para mim. O que faz diferença é estar feliz, fazendo coisas nas quais acredito", contou.

No longa, Suede canta quatro músicas graças ao produtor Marcelo Braga, que apostou no talento do jovem. "Não sabíamos que o Chay teria essa explosão, mas acreditava nele", diz Fraga. A músicas "Muito Quente", "Brega", "Papel" e "Mais Perto", todas compostas pelo jovem, estão no álbum que ele lançou no ano passado e que leva seu nome.

O ator/cantor ainda disse que há um atraso no Brasil em reconhecer artistas que cantam e atuam e que nunca escolherá um lado porque nunca será obrigado a fazer isso. "Eu quero sempre ser abrangente e nunca excludente. Eu nunca vou deixar de fazer as duas coisas porque nunca vou precisar deixar de fazer as duas coisas", garante. Seu EP contará com a participação de Alexandre Nero. Juntos, eles gravaram "Falso Brilhante", que Suede compôs para o personagem que os dois dividiram em "Império". Ainda no campo musical, o jovem diz que sonha fazer uma parceria com Caetano Veloso.

Já escalado para "Babilônia", próxima novela das nove da Globo, ele aproveita o bom momento para filmar mais dois longas neste ano. Um deles é "A Frente Fria que a Chuva Traz", de Neville D'Almeida, com Bruna Linzmeyer e Michel Melamed no elenco. "Conta a realidade de jovens milionários do Rio que fazem festas em comunidades. Tem muita droga, sexo, muita vulgaridade e futilidade", contou. O outro é a nova produção do brasileiro Marcelo Müller  (roteirista de "Infância Clandestina"), "Eu Te Levo". "Gostei muito do 'Infância' e agora sou convidado a trabalhar com ele. Estou muito feliz."

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