Cinema

Tempo Glauber deve ser fechado até o final do ano, diz filha do cineasta

Mariane Zendron

Do UOL, em Brasília

O centro cultural que mantêm parte importante do acervo do cineasta Glauber Rocha deve ser fechado até o final deste ano por falta de apoio financeiro do governo. A informação sobre o encerramento das atividades do Tempo Glauber, localizado no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, foi confirmada pela filha do diretor baiano, Paloma Rocha, durante o Festival de Cinema de Brasília. 

Ao UOL, Paloma contou que a crise do centro cultural começou em 2010, quando um convênio público foi interrompido bruscamente. "Na época, estava com 12 funcionários e tive que demiti-los", disse. Durante os quatro anos, ela conta ter recebido inúmeras promessas de novos incentivos, que nunca se concretizaram. "Fiquei mantendo aquilo de uma maneira insana, como minha avó fez a vida inteira. Só que minha avó era minha avó, e eu não tenho condições de manter aquela casa com os meus recursos".

Lúcia Rocha, mãe de Glauber, morreu em janeiro deste ano aos 95 anos e foi quem fundou o Tempo Glauber, depois de ter recolhido toda a obra do cineasta que, além dos filmes, inclui desenhos, documentos, cartas e fotos. Os filmes --22 ao todo-- estão todos restaurados e já foram transferidos para a Cinemateca brasileira, em São Paulo. "Já os desenhos, eu consegui transferir para o Instituto Moreira Salles na semana passada, depois de seis meses de negociação".

"Quando eu transferir o que falta para um lugar seguro, e pretendo fazer isso até o final do ano, eu não sei o que vai ser daquilo ali. E isso não é mais uma grande preocupação para mim. Essa é uma preocupação do estado. Minha parte está feita. O obra está restaurada", concluiu Paloma.

O Festival de Cinema de Brasília iniciou na noite de terça-feira (16) sua 47ª edição, com uma exibição da cópia restaurada de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", que completa 50 anos em 2014.

50 anos de "Deus e o Diabo na Terra do Sol"

  • Marco Antonio Cavalvalcanti/UOL

    Othon Bastos, o Corisco do filme

    Braço direito de Lampião no clássico de Glauber Rocha, Othon gosta de lembrar as histórias fantásticas que rodeiam os bastidores das filmagens. Em entrevista ao UOL, o ator contou sobre a amizade e o temperamento difícil do diretor e sobre a importância do clássico do cinema brasileiro. Leia mais

    Imagem: Marco Antonio Cavalvalcanti/UOL

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