Filmes e séries

Galã revela como é um dia "adorável" de trabalho matando orcs em "O Hobbit"

Diego Assis

Do UOL, em Wellington (Nova Zelândia)*

"Bom dia! Bom dia, mesmo! Essa cena foi demais! Demais!" A adrenalina está ainda a mil quando Luke Evans, 1,83 m, se curva para entrar na tenda improvisada onde um grupo de jornalistas - e a reportagem do UOL - acompanha mais um dia de trabalho no set de "O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos", na Nova Zelândia.

O intérprete de Bard traz os cabelos longos presos atrás da cabeça, veste um casaco surrado de couro sobre roupas de lã grossas e luvas que deixam à mostra os dedos cobertos de sujeira e sangue falso. Foi mais um dia "adorável" - palavras dele - lutando contra dublês e figurantes grandalhões que integram o exército de orcs do filme de Peter Jackson, que chega aos cinemas do país nesta semana.

"É ótimo, mas demanda bastante fisicamente também. Se eu tirar toda essa roupa, estou enfaixado até aqui", revela, apontando para a altura dos ombros. "Você tem de bater nos caras. E esses orcs são mesmo grandes daquele jeito, sinto informar. Bem maiores que vocês", sorri, mostrando os dentes brancos que, em outros filmes, já foram do mosqueteiro Aramis, do deus grego Apolo e até do conde Drácula em sua reencarnação mais recente nos cinemas.

Curativos, arranhões e a bolsa de gelo que terá de colocar sobre as mãos à noite quando voltar ao hotel compensam o trabalho duro, garante o ator galês que estreou em 2010 no longa "Sex & Drugs & Rock'n'Roll", uma cinebiografia do roqueiro britânico Ian Dury. Seu papel era só uma pontinha, mas foi nesse set que foi apresentado a Andy Serkis, mais conhecido como o ator que dá vida a Gollum em "Senhor dos Anéis" e assina como assistente de direção em "O Hobbit". A oportunidade de entrar para o time como Bard, também em uma participação relativamente pequena no segundo filme da trilogia, foi "o" divisor de águas na carreira de Evans.

"Você pode imaginar que, quando alguns bilhões de pessoas assistem a seu filme, isso vai ter um baita impacto. E foi o que já aconteceu comigo e com os futuros projetos que apareceram depois de 'O Hobbit'", afirma ele, que recentemente foi confirmado no papel-título do remake de "O Corvo", filme cult dos anos 90 que ficou famoso após a morte do protagonista Brandon Lee durante as filmagens.


Pai de família e herói
Na história escrita por J.R.R. Tolkien, o arqueiro Bard tem uma participação relativamente breve, reservada para o terceiro ato do livro, mas fundamental no desenvolvimento da trama. Na terceira parte da adaptação de "O Hobbit" para o cinema, o personagem ganhou mais atenção, um passado e três filhos para chamar de seus.

"Bard é um homem de família. Ele é viúvo, vive para as crianças e faz tudo o que pode para garantir que elas tenham comida na mesa e um lugar para dormir. [As crianças] são maravilhosas e uma parte muito importante da história. Os roteiristas se asseguraram de que elas não fossem apenas figurantes, mas tivessem um papel integral na jornada do personagem", defende.

Contraponto a personagens moralmente ambíguos como o anão Thorin, o elfo Legolas ou mesmo o hobbit Bilbo, Bard é o mais próximo do herói clássico que se vê em "A Batalha dos Cinco Exércitos".

"Ele é um arqueiro, foi treinado para isso desde pequeno e é muito bom no que faz. No terceiro filme ele tem de empunhar a espada, que não é sua arma natural, e lutar contra orcs que nunca viu na vida. É só um sujeito qualquer, que nunca foi colocado nessa posição antes, mas lidera o exército de humanos de forma muito admirável", orgulha-se.

Distante do estereótipo do nerd, Evans admite que nunca leu "O Senhor dos Anéis" - "Não é a melhor obra para começar se você tem um ritmo lento de leitura" -, mas garante que leu "O Hobbit" na infância e fez a lição de casa ao lê-lo uma segunda vez "depois que consegui o emprego". Questionado sobre se consegue se enxergar em outro personagem da história, despista: "Estou bem colocado como Bard. Acho que sou bem parecido com ele. Não me vejo como elfo... talvez eu pudesse encarnar um anão. Thorin é um personagem fantástico também! Teria sido divertido se eu fosse ele. Mas estou bem contente sendo Bard. Bem contente!"

* O jornalista viajou a convite da Warner Bros.

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