Filmes e séries

Conheça todas as intrigas de Hollywood reveladas em ataque hacker à Sony

Do UOL, de São Paulo

Vítima de um ataque digital sem precedentes na história de Hollywood, os estúdios Sony vêm passando por uma série de constrangimentos com a divulgação de informações confidenciais sobre atores, diretores e vários de seus funcionários, incluindo executivos de alto-escalão. Desde o dia 24 de novembro, documentos como folhas de pagamentos, endereços e e-mails constrangedores trocados entre executivos têm sido liberados on-line.

A autoria do ciberataque foi assumida pelo grupo norte-coreano "Guardians of Peace", em represália ao lançamento do filme "A Entrevista". Na comédia, os atores James Franco e Seth Rogen interpretam dois jornalistas recrutados pela CIA para matar o líder norte-coreano Kim Jong Un. Após especulações, o governo de Jong Un negou qualquer participação nos ataques, embora tenha afirmado que aprova a ação.

As informações disponibilizadas em fóruns e sites de download geraram polêmica em todo o mundo. Revelaram, por exemplo, que Leonardo DiCaprio já foi chamado de "desprezível" pela vice-presidente da companhia, Amy Pascal, em uma troca de e-mails com o produtor Mark Gordon, após o ator ter se recusado a interpretar Steve Jobs no cinema.

Já a estrela Angelina Jolie ganhou do produtor Scott Rudin, em uma troca de mensagens com Amy Pascal, a alcunha de "criança mimada", dona de um "ego gigantesco". Na conversa, o produtor tenta convencer Pascal a cancelar o filme "Cleópatra", que seria protagonizado pela atriz e que vem sendo postergado nos últimos anos.

A saia justa acabou se estendendo a uma festa promovida pelo site "Hollywood Reporter", na última quarta, em que Jolie e Amy Pascal se encontraram. O constrangimento foi flagrado em uma foto em que a atriz dispara um olhar "fuzilador" à executiva.

Roteiros vazados

Os produtores de “Spectre”, novo filme da franquia de James Bond, confirmaram neste fim de semana que um roteiro divulgado pelos hackers é legítimo. Trata-se de uma versão preliminar da história, estrela por Daniel Craig. O vazamento deu início a rumores de que as filmagens seriam interrompidas, o que foi negado pela produção.

Longas como "Annie", com Jamie Foxx, o drama sobre a Segunda Guerra Mundial "Corações de Ferro", com Brad Pitt e Shia LaBeouf, "Sr. Turner", "Still Alice" e "To Write Love on Her Arms" também tiveram seus roteiros disponibilizados para download via torrent nas últimas semanas. Segundo sites especializados, os arquivos incluem também o piloto de uma nova série de Vince Gilligan, criador de "Breaking Bad".

Além das informações confidenciais sobre futuros filmes, incluindo atas de reuniões, orçamentos de futuras produções e as senhas de 179 contas de e-mail da Sony, foram roubados ainda dados pessoais, como cópias dos passaportes de Angelina Jolie, Cameron Diaz e do diretor Roland Emmerich.

Também vieram a público o endereço e o número da previdência social de dezenas de funcionários, entre eles os de Sylvester Stallone e o do diretor Judd Apatow.

Sonyleaks

A ação hacker teve início com a revelação dos salários recebidos por Seth Rogen e James Franco pelo filme "A Entrevista", US$ 8,4 milhões e US$ 6,5 milhões, respectivamente. Segundo o FBI, que investiga o caso, e os próprios estúdios Sony, o longa foi o detonador do ataque.

Em outro documento divulgado pelos hackers, conversas revelaram ainda que a atriz Jennifer Lawrence ganhou menos que os colegas homens para estrelar o longa "Trapaça", do diretor David Russell: 7% dos lucros, contra 9% para Christian Bale, Bradley Cooper e para o diretor David Russell.

Antes de começar a vazar as informações, o "Guardians of Peace" paralisou os sistemas da empresa e fez exigências, ameaçando divulgar os dados caso a Sony caso não cancelasse o longa. Segundo a imprensa internacional, a lista dos hackers também incluía valores em dinheiro, não divulgados. 

Segundo agência Reuters, o presidente-executivo da Sony, Kazuo Hirai, ordenou que o filme fosse atenuado por Seth Rogen, que dirige a produção ao lado de Evan Goldberg. Mas ele se negou a alterar o roteiro.

De acordo com o "Wall Street Journal", o ataque disponibilizou números de mais de 47 mil funcionários e ex-funcionários da Sony. Os hackers teriam em posse cerca de 100 Tbytes (1 Tbyte é composto por 1.024 Gbytes) de dados internos.

Nesta segunda (15), o grupo Sony Pictures Entertainment pediu à imprensa que não utilizasse os dados publicados depois do ciberataque. O advogado da Sony, David Boies, enviou uma carta à mídia na qual classifica os documentos publicados como "informações roubadas" e pede que sejam destruídos caso tenham sido baixados.

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