Filmes e séries

Sem poder usar discursos, "Selma" vai adaptar falas de Luther King

Do UOL, em São Paulo

16/12/2014 19h57

O drama "Selma", que retrata as marchas pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, lideradas por Martin Luther King, chegará aos cinemas em dezembro com as famosas falas e discursos dos ativista adaptadas. A produção do filme não conseguiu comprar os diretos de utlização dos textos junto à família. A informação é do site “The Hollywood Reporter”.

Durante a vida, Luther King registrou os direitos autorais de seus discursos e outras obras, que passaram a ser administrados por seus herdeiros Bernice King, Dexter Scott King e Martin Luther King III.

Os  direitos de utilização dos discursos, entre eles o famoso “Eu Tenho um Sonho”, já haviam sido adquiridos em 2009 pelos estúdios DreamWorks e Warner para a produção de outro filme, uma cinebiografia produzida por Steven Spielberg, ainda sem previsão de lançamento.

Por causa disso, os cineastas tiveram de reescrever as falas, com sutis diferenças, como mudanças em verbos e nomes nos diálogos.

Em uma das cenas, que mostra o funeral de Jimmie Lee Jackson, um dos manifestantes pelos direitos civis, Luther King pergunta "quem matou Jimmie Lee Jackson?", em vez da original: "quem o matou?".

 Em outra cena, emcomício, o ativista pede que os negros tenham direito ao voto, bradando a frase “nos dê o voto”, no lugar da original “Nos dê a cédula”.

Segundo o "The Hollywood Reporter", os produtores de "Selma", entre eles o astro Brad Pitt, desistiram de negociar pela dificuldade de entrar em contato com os filhos de Luther King, que não se dão bem. Martin Luther King III, por exemplo, nem estaria mais conversando com os outros irmãos.

Os direitos dos discursos de King são controlados pelo órgão Intellectual Properties Management, que cobra US$ 761 mil pelo uso das palavras e da imagem do ativista, além de uma taxa de gerenciamento de US$ 71 mil, destinada à família.

Dirigido por Ava DuVernay, “Selma” estreia no dia 25 de dezembro nos Estados Unidos. Estão no elenco David Oyelowo ("O Mordomo da Casa Braca") no papel de Luther King, Carem Ejogo (Coretta Scott King), Tom Wilkinson (Lyndon B. Johnson), Cuba Gooding Jr. (Fred Gray) e Oprah Winfrey (Annie Lee Cooper).

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