Filmes e séries

George Clooney defende lançamento de "A Entrevista" e critica imprensa

Getty Images
George Clooney Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

19/12/2014 11h56

O ator George Clooney entrou na discussão sobre o ataque à Sony, que culminou no cancelamento do filme "A Entrevista". Ele defende o estúdio, critica a imprensa e revela que o alto escalão de Hollywood está com muito medo de assinar uma petição para resistir à pressão dos hackers contra um possível ataque terrorista.

"A Sony não lançou o filme porque eles estavam com medo. Eles seguraram o lançamento porque todas as redes de cinema disseram que não vão exibi-lo. Eles falaram com seus advogados e esses disseram que se alguém morre, eles serão os responsáveis", disse o ator em entrevista exclusiva ao site Deadline.

O ator ainda contou que nenhum executivo de Hollywood quis assinar a petição que ele e seu agente Bryan Lourd lançaram solicitando que a indústria "ficasse junta" para não ceder às ameaças dos hackers. "Eu não vou dar nomes aqui, mas ninguém quis assinar à carta".

O ator insiste que o filme deve ser lançado de algum jeito. Para ele, Lançar em DVD poderia ser uma solução. "Façam o que puder para lançar esse filme. Não porque todo mundo tenha que ver o filme, mas porque ninguém vai me dizer que eu não posso assisti-lo. Essa é a parte importante", afirmou.

Para Clooney, os hackers foram brilhantes ao constranger os executivos da Sony em um primeiro momento, "assim ninguém ficaria do lado deles". Nos vazamentos de e-mail, foi revelado, por exemplo, que Barack Obama só teria interesse em ver filmes com atores negros. Já a estrela Angelina Jolie ganhou do produtor Scott Rudin, em uma troca de mensagens com Amy Pascal, a alcunha de "criança mimada", dona de um "ego gigantesco".

"Depois da piada de Obama, ninguém ia ficar do lado de Amy, e assim, de repente, todos correram para as montanhas. Olha, eu não posso me desculpar por essa piada, é o que é, um erro terrível. Isso foi usado como arma de medo. Eles sabem o que escreveram em e-mails e têm medo".

Ele também criticou a postura da imprensa, que se "aproveitou" do vazamento e não deu atenção para a história que era importante na opinião dele. "Eu passei a infância dentro de redações. Eu entendo que alguém olha pra uma história de pessoas famosas e deseja publicá-la. Não há muito o que fazer sobre isso. Não há como legislar sobre o bom gosto. O problema é que tinha uma enorme notícia e ninguém estava prestando atenção. Eles estavam curtindo isso tudo em vez de dizer: 'Espere um pouco, é a Coreia do Norte quem está fazendo isso? E se for, nós nos curvaremos diante disso?". 

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

UOL Cinema - Imagens
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
AFP
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
do UOL
UOL Cinema - Imagens
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Cinema
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Cinema - Imagens
Cinema
do UOL
UOL Cinema - Imagens
Cinema
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
EFE
do UOL
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo