Filmes e séries

Sony disponibiliza "A Entrevista" sob demanda nos EUA a partir desta quarta

Do UOL, em São Paulo

24/12/2014 14h33Atualizada em 24/12/2014 20h48

A Sony entrou em acordo com o Google e outros serviços de vídeo sob demanda e o controverso "A Entrevista" já está disponível em formato digital para o público norte-americano.

A comédia sobre uma trama para assassinar o líder da Coreia do Norte pode ser assistida no YouTube Movies, Google Play, Xbox Video (Microsoft) e no site lançado especialmente para exibir o filme. O preço do aluguel é de US $5,99; a compra em versão HD fica por US$ 14,99.

O UOL entrou em contato com a assessoria da Sony Pictures no Brasil, mas o escritório nacional está em recesso e só tomará uma decisão a partir do dia 5 de janeiro. A assessoria do Google no Brasil também informou que não há planos de exibir o filme em suas plataformas de vídeo para usuários brasileiros. Da mesma forma, o longa não está disponível para os usuários do Xbox no país. Os planos iniciais da Sony eram de lançar "A Entrevista" nos cinemas brasileiros em 29 de janeiro.

"Sempre foi intenção da Sony ter uma plataforma nacional em que lançar este filme", disse Michael Lynton, presidente e CEO da Sony Entertainment, à revista "The Hollywood Reporter". "Com isso em mente, entramos em contato com o Google, Microsoft e outros parceiros na última quarta-feira (17), quando ficou claro que os nossos planos de lançamento iniciais não seriam possíveis. Estamos satisfeitos de podermos agora nos juntar aos nossos parceiros para oferecer o filme hoje em todo o país", explicou ele.

Lynton também reafirmou que Sony nunca deixou de tentar viabilizar o maior lançamento possível para "A Entrevista". "Era essencial para o nosso estúdio lançar este filme, especialmente considerando a agressão contra a nossa empresa e os nossos empregados por aqueles que queriam impedir a liberdade de expressão. Inicialmente escolhemos o caminho da distribuição digital de modo a atingir o maior número possível de pessoas no dia da estreia, e continuamos a procurar outros parceiros e plataformas para expandir ainda mais o lançamento".

Reprodução
Site do serviço de vídeo sob demanda do YouTube nos Estados Unidos já mostra o filme "A Entrevista" entre os títulos disponíveis para aluguel e compra Imagem: Reprodução

Um desses parceiros, segundo a revista "Variety", deve ser o Netflix, serviço de aluguel de séries e filmes por assinatura, que está negociando com a Sony o lançamento de "A Entrevista" para os próximos dias.

O acordo vem apenas um dia depois que a Sony anunciou uma estreia limitada do filme, que deve ser exibido em mais de 300 salas nos Estados Unidos. O lançamento incomum também marca uma das primeiras vezes em que um longa será lançado nos cinemas e on-line ao mesmo tempo. 

A comédia estrelada por James Franco e Seth Rogen está no centro de uma polêmica envolvendo a Sony Pictures e a Coreia do Norte, que segundo o governo americano teria usado hackers para chantagear o estúdio a não lançar o filme. O regime de Pyongyang nega envolvimento, mas considerou o longa como um "ato de guerra".

Sob ameaça de ataques a salas de cinema e de ter dados sigilosos divulgados, a Sony chegou a anunciar o cancelamento da estreia na semana passada.

Nesta terça-feira (23), porém, o estúdio voltou atrás e liberou a exibição para cerca de 200 salas de cinemas independentes dos EUA que se prontificaram a realizar as sessões, independentemente de ameaças. A decisão foi elogiada pelo presidente americano Barack Obama.

Em entrevista coletiva na sexta-feira, Barack Obama havia dito que a decisão de cancelar a estreia era "um erro". No mesmo dia, o FBI também acusou oficialmente a Coreia do Norte de ser responsável pelo ciberataque contra a Sony, que expôs centenas de e-mails e dados confidenciais de 47 mil pessoas.

As conexões de internet na Coreia do Norte sofrem interrupções desde a segunda-feira, o que gerou especulações sobre um eventual contra-ataque americano em represália ao ciberataque contra a Sony em 24 de novembro.

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Entenda o caso

Contando a história de dois civis que são enviados à Coreia do Norte para matar o ditador Kim Jong-un, "A Entrevista" gerou críticas do governo norte-coreano desde seu anúncio, e sua estreia foi cancelada após ameaças de ataques terroristas aos cinemas que exibissem o longa. "A Sony Pictures não tem planos futuros de lançamento para o filme", disse o porta-voz do estúdio.

As ameaças partiram do mesmo grupo que realizou um ciberataque aos sistemas da Sony Pictures, expondo dados de funcionários da empresa e conversas sigilosas envolvendo grandes nomes da indústria cinematográfica de Hollywood.

Na sexta, depois do anúncio do cancelamento da estreia, os hackers fizeram novas ameaças, exigindo que o filme jamais seja "lançado, distribuído ou vazado em qualquer formato como, por exemplo, DVD ou pirataria".

Por conta do caso, a Fox divulgou também que não irá lançar em março, como previsto, o longa "Pyongyang", do diretor Gore Verbinski, estrelado por Steve Carell. Baseado na graphic novel de Guy Delisle, o suspense retrata experiências de um ocidental que trabalha na Coreia do Norte por um ano.

FBI responsabiliza Coreia do Norte por ataque

O FBI, órgão federal de investigação dos Estados Unidos, anunciou que a Coreia do Norte foi responsável pelo ataque hacker à Sony Pictures.

"Como resultado da nossa investigação e em colaboração com outros departamentos e agências do governo, o FBI agora tem informações suficientes para concluir que o governo da Coreia do Norte é responsável por essas ações", disse a agência em comunicado. "Estes atos de intimidação são um comportamento inaceitável de um Estado", acrescentou o texto.

O país asiático negou o envolvimento no caso e chegou a propor uma investigação conjunta no sábado, mas Washington manteve a posição. "Se o governo da Coreia do Norte quer ajudar, têm que admitir sua culpabilidade e compensar a Sony pelos danos que este ataque causou", indicou em declarações à Agência Efe, Mark Stroh, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

Trailer legendado de "A Entrevista"

* Com informações de agências internacionais

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