Filmes e séries

Ativistas vão enviar "A Entrevista" para a Coreia do Norte em balões

Divulgação
Cena do filme "A Entrevista", dos diretores Seth Rogen e Evan Goldberg Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

31/12/2014 15h45

O ativista Park Sang-hak, um desertor norte-coreano, e da Fundação de Direitos Humanos anunciaram um plano cinematográfico para enviar 100 mil DVDs e USBs contendo o filme "A Entrevista" para a Coreia do Norte. Enviar o material para o país utilizando balões.

A comédia estrelada por James Franco e Seth Rogen em que o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, é vítima de um complô para assassiná-lo, foi o pivô de um ataque hacker à Sony Pictures. 
 
O ataque, que segundo o FBI foi arquitetado pelo governo norte-coreano, tinha como objetivo impedir o lançamento do filme e ocasionou o vazamento de diversas informações sigilosas do famoso estúdio de Hollywood.
 
"A ditadura na Coreia do Norte vai desmoronar se a idolatria ao líder Kim for afetada", disse Parque à agência de notícias Associated Press.
 
Esta quebra no culto à personalidade de Jong-un acontece no filme, que veicula uma entrevista reveladora entre o jornalista Dave Skylark (James Franco) e o ditador. Por esse motivo, os organizadores esperam que a comédia vá abrir os olhos norte-coreanos em relação ao seu líder supremo. 
Os DVDs e USBs serão entregues a ativistas no próximo mês, mas a própria queda não ocorrerá até março, quando os ventos do norte serão mais adequados à missão.
 
No entanto, o ato pode ser mais efetivo para manchetes de jornal que para iniciar uma revolução. Segundo a agência AP relata, computadores e aparelhos de DVD são extremamente raros entre a população norte-coreana, porque é necessária a permissão do governo para possuir algum desses equipamentos. Os analistas também estimam que os custos salariais para se adquirir um computador naquele país demanda o salário de três meses de um trabalhador comum.
 
Muitas agências de fronteira da Coreia do Sul também são contra o envio, por medo de provocar seus vizinhos do norte. No entanto, os políticos em Seul não estão fazendo nada para proibir a operação, já que isso violaria a liberdade de expressão no país.

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