Cinema

Chefão da Sony fala pela 1ª vez sobre ciberataque e agradece a funcionários

Joerg Carstensen/EFE
O diretor-presidente da Sony, Kazuo Hirai, fala durante evento destinado a consumidores de produtos eletrônicos, em Las Vegas imagem: Joerg Carstensen/EFE

Do UOL, em São Paulo

O diretor-presidente da Sony, Kazuo Hirai, falou pela primeira vez desde o ciberataque sofrido pelo estúdio Sony Pictures em novembro. “Tanto empregados antigos da Sony quanto os atuais foram infelizmente as vítimas de um dos mais maliciosos ciberataques de que tivemos conhecimento na história recente” , disse Hirai, durante o seu discurso em um evento destinado a consumidores de produtos eletrônicos, em Las Vegas. As informações são do site The Wrap e da revista "Variety".

“Tenho que dizer que liberdade de discurso, liberdade de expressão, liberdade de associação são linhas de vida importantes da Sony e do nosso ramo de entretenimento”, completou.

Hirai também exaltou a decisão do estúdio de lançar o filme “A Entrevista”, apesar das ameaças de violência feitas por hackers, caso os cinemas exibissem o filme. 

O executivo ainda agradeceu aos empregados da Sony, que trabalharam “incansavelmente, 24 horas por dia, para levar ‘A Entrevista’ às plateias nos Estados Unidos”, assim como “a todos nossos parceiros que tornaram isso possível, às pessoas da mídia que deram suporte ao nosso lançamento, mas, ainda mais importante, às pessoas que saíram de casa para assistir ao filme”. “Estou muito orgulhoso de todos os funcionários e de todos os parceiros com quem nós trabalhamos e também a quem se manteve firme contra os esforços desses criminosos”, disse ele.

Hirai ainda incentivou espectadores de cinema a irem ver o remake do musical “Annie”, produzido pelo estúdio e indicado ao Globo de Ouro de melhor atriz e melhor canção original, antes de ir discutir os novos produtos eletrônicos oferecidos pela empresa no evento.

A empresa havia inicialmente cancelado o lançamento de “A Entrevista”, uma comédia de Seth Rogen e James Franco que mostra uma tentativa de assassinato do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-um, após os hackers terem vazado dados sigilosos da Sony Pictures e feito ameaças de ataques no “estilo 11 de setembro” aos cinemas que exibissem o longa. 

Em dezembro, a Sony lançou o filme on-line em plataformas como Googleplay, YouTube e iTunes, além de alguns cinemas menores nos EUA –as grandes redes norte-americanas se recusaram a exibi-lo após o lançamento on-line.

O governo dos EUA acusa oficialmente a Coreia do Norte de ser responsável pelos ataques de hackers e recentemente impôs restrições econômicas ao país asiático como punição.


 

 

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