Cinema

Antonelli diz que quer "algo mais grandioso" com "SOS Mulheres ao Mar 2"

Flávia Guerra

Do UOL, em São Paulo

Giovanna Antonelli e Reynaldo Gianechini começam a rodar em 19 de fevereiro “S.O.S Mulheres ao Mar 2”, sequência do longa lançado em 2014, que trazia a atriz no papel de Adriana, uma escritora que, após se separar, decide fazer um cruzeiro, onde conhece o estilista André (Gianecchini) e se apaixona por ele. Além do desafio de o casal continuar a ser uma dupla romântica e lidar com as mudanças de seus personagens entre uma história e outra, Giovanna encara a dupla tarefa de ser também coprodutora do projeto.

Ao lado da diretora Cris D'Amato e de empresas como a Ananã Produções, a Globo Filmes e a Universal Pictures, a atriz encara a tarefa de renovar a fórmula da comédia romântica que garantiu a boa média de 2 milhões de espectadores (cerca de 1.8 milhão nos cinemas, com arrecadação de R$ 20, 6 milhões) e o terceiro lugar entre os filmes nacionais mais vistos de 2014, atrás de “O Candidato Honesto” e de “Os Homens São de Marte... E É pra Lá que Eu Vou”.

Giovanna

  • Divulgação

    Tenho certeza de que o público hoje é mais exigente. Não quer só ver os atores dos quais é fã trabalhando. As pessoas querem sair do cinema com uma história, uma mensagem, uma qualidade. Temos essa preocupação

    Giovanna Antonelli

"Do primeiro para o segundo filme, a gente conquistou o público, trouxe qualidade para a tela, trouxe uma comédia que não é só comédia. É um amor com humor. Então acho que, para o segundo filme, uma vez que já sabemos dos erros do primeiro --que na verdade não são erros--, podemos trazer muito mais coisas interessantes, fazer algo mais grandioso, cada vez mais consistente", declarou Giovanna ao UOL.

"Tenho certeza de que o público hoje é mais exigente. Não quer só ver os atores dos quais é fã trabalhando. As pessoas querem sair do cinema com uma história, uma mensagem, uma qualidade. Temos essa preocupação. Desde o primeiro, agora no segundo, e teremos no terceiro filme", completou a atriz, que também foi coprodutora do primeiro “S.O.S Mulheres ao Mar”, além de “Avassaladoras” (dirigido por Cris D'Amato em 2002).

“Eu e Giane (Reynaldo Gianecchini) já havíamos sido coprodutores de ‘Avassaladoras’. E gostei muito da experiência de produzir. Quando me apresentaram o projeto de ‘S.O.S’, abracei completamente. Como todos os projetos que abraço, todos os ‘business’ que construí nos últimos dez anos, não poderia ser diferente. Meu sonho é chegar a ser produtora, mas sei que tenho que aprender muito ainda. E a gente tem que começar de alguma forma. Estar por trás do ‘S.O.S’ é muito bom. É como se fosse um filho. É um projeto que vai maturando e a gente vai fazendo crescer."

Trilogia

Sobre o “S.O.S Mulheres ao Mar 3”, a atriz conta que sempre pensou na saga como uma trilogia. “Falo sempre que o primeiro é sobre as mulheres em busca da felicidade, o segundo é em busca da juventude e o terceiro será em busca da espiritualidade. Acho que este é o caminho de nós, mulheres antenadas”, comenta Giovanna. 

Para a diretora Cris D'Amato, que assina também a direção do primeiro longa da série e a codireção de “Confissões de Adolescente” (2013, em parceria com Daniel Filho), o roteiro muito bem trabalhado é uma das chaves para manter o sucesso não só de S.O.S como da comédia brasileira. “O importante é contar boas histórias. Não acho que exista um esgotamento da comédia. Talvez exista um esgotamento do gênero que nós estamos apresentado de comédia no Brasil. Temos de tentar fugir do óbvio. Não estou dizendo que vou conseguir, mas eu tento”, declarou D'Amato.

D'Amato

  • Não podemos fazer só um tipo de humor, para um tipo de espectador. É preciso haver comédia para todos os gostos. Há comédias de situação, de costumes, de um personagem só

    Cris D'Amato, cineasta

 
Para a diretora, um exemplo bem-sucedido é o do cinema norte-americano. “Eles fazem isso muito bem. E fazem há séculos boas comédias, sem deixar de fazer o drama, o documentário. Acho que nós, com ‘S.O.S’, abrimos o leque da comédia.  Esta não é uma comédia comum, pois tem um pano de fundo de uma história de amor. Não focada em cima de uma persona, mas sim de uma história. E boas histórias nunca se esgotam”, analisa D'Amato.

Manuela Scarpa/Photo Rio News
Gianecchini, Cris D'Amato e Giovanna Antonelli, em entrevista sobre "S.O.S 2" Imagem: Manuela Scarpa/Photo Rio News
“No teatro, por exemplo, Shakespeare até hoje é atual. A gente lê, vê, assiste. Acredito em histórias. Se você me conta uma, e eu acho bacana, vou acreditar nela. Gosto muito de ver comédias. Há quem não goste, prefira filmes iranianos. Eu também gosto do cinema iraniano, mas adoro comédias românticas. E não tenho a menor vergonha de dizer isso”, continua a diretora.

Para ela, o Brasil já produz diversos tipos de comédia, e isso possibilita a renovação do gênero e dá poder de escolha ao público. “Não podemos fazer só um tipo de humor, para um tipo de espectador. É preciso haver comédia para todos os gostos. Há comédias de situação, de costumes, de um personagem só”, explica ela, destacando o clássico “Um Convidado Bem Trapalhão” (Blake Edwards, 1968), com Peter Sellers, como bom exemplo. “Este longa é calcado em um personagem só, mas é genial. Há também o “Quinteto Irreverente” (de Mario Monicelli, 1982), que é para mim o que eu busco. É um filme de grupo, que tem em seu subtexto questões muito importantes. Há um estofo social, cultural”, observa. “Eu sou mulher e vou contar histórias que falam do nosso universo feminino, pois é o que mais conheço. Houve quem dissesse que ‘S.O.S 1’ era machista, mas não vejo onde”, conclui.
 

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