Filmes e séries

Aos 25 anos, "Uma Linda Mulher" não envelhece e vira musical da Broadway

Fernanda Ezabella

Do UOL, em Los Angeles (EUA)

16/03/2015 06h00

A comédia romântica “Uma Linda Mulher” completa 25 anos neste mês, provando que jaquetas com ombreiras e luvas de festa foram mesmo uma moda passageira. Mas não Julia Roberts, uma então jovem atriz revelação que é hoje uma das mais bem pagas de Hollywood.

Para comemorar o aniversário, um hotel nos EUA prepara pacotes especiais, enquanto o roteirista e o diretor do filme escrevem uma adaptação para a Broadway, ainda sem data de estreia.

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  • A história mostra, em primeiro lugar, como você pode alterar as circunstâncias de sua vida quando as coisas não estão dando certo. Há uma mensagem de aceitação e perdão

    J.F. Lawton, roteirista de "Uma Linda Mulher"

"Uma Linda Mulher” conta a história da prostituta pobretona Vivian (Roberts), que cai nas graças do milionário Edward (Richard Gere), passa uma semana com ele no hotel mais chique de Los Angeles (Beverly Wilshire Hotel) e acaba mudando de vida e também de guarda-roupa (passando a ter três novos modelitos com luvas adquiridos na famosa Rodeo Drive).

“A história mostra, em primeiro lugar, como você pode alterar as circunstâncias de sua vida quando as coisas não estão dando certo. Há uma mensagem de aceitação e perdão”, disse ao UOL o roteirista  do filme, J.F. Lawton. “Alguém especial pode chegar e abrir seus olhos para um futuro melhor quando menos se espera.”

A vida de Edward, um executivo ganancioso e solitário, também muda. Influenciado pelas conversas com a prostituta, ele decide ajudar uma empresa familiar no lugar de comprá-la para revendê-la aos pedaços, como quer seu parceiro de negócios, um abjeto advogado vivido por Jason Alexander (o George de “Seinfeld”).

“Muitas pessoas me dizem que o filme as ajudou quando estavam deprimidas. É algo muito gratificante e certamente me ensinou a não subestimar o impacto de histórias esperançosas”, continuou o roteirista, que até hoje recebe cheques por conta do filme. “Não é tanto dinheiro quanto se especula.

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  • O filme provou que comédias românticas modernas poderiam ser construídas ao redor de personagens femininos mais fortes e confiantes do que tínhamos com Meg Ryan em "Harry e Sally: Feitos um para o Outro" [1989] e depois em "Sintonia de Amor" [1993]

    Betsy Sharkey, crítica do "Los Angeles Times"

Para escrever o roteiro, Lawton se inspirou nos papos que tinha com as prostitutas da Hollywood Boulevard quando frequentava um café, nos seus anos de roteirista aspirante. Sua história original era muito mais sombria, com uma Vivian drogada e um final nem um pouco feliz. Quando a Disney adquiriu os direitos, a trama mudou de tom para ser dirigida por Garry Marshall (“Noite de Ano Novo”, 2011).

Feito com orçamento generoso de US$ 14 milhões, “Uma Linda Mulher” arrecadou mais de US$ 460 milhões nas bilheterias e foi o filme recomendado para maiores de 18 anos mais visto de 1990, segundo o site Box Office Mojo. O longa também foi o terceiro mais visto do mundo no período, atrás de "Esqueceram de Mim" e "Ghost - Do Outro Lado da Vida".

Para Betsy Sharkey, crítica do jornal “Los Angeles Times”, o trabalho conseguiu outros feitos para o gênero além da excelente bilheteria. “O filme provou que comédias românticas modernas poderiam ser construídas ao redor de personagens femininos mais fortes e confiantes do que tínhamos com Meg Ryan em ‘Harry e Sally: Feitos um para o Outro’ [1989] e depois em ‘Sintonia de Amor’ [1993]”, disse a crítica ao UOL.

“A personagem de Julia Roberts estava mais no controle, mais certa de si, era mais afiada do que as heroínas das comédias de Diane Keaton, geralmente personagens inconstantes e fragilizados”, continuou Sharkey. “O filme certamente não envelheceu. E, mais importante, nos deu Julia Roberts e a consolidou como uma força mundial.”

Filme vira musical
Embora sem nenhum trabalho de mesmo sucesso que “Uma Linda Mulher”, Lawton escreveu na sequência “A Amante” (1991), estrelado por Robert De Niro, “A Força em Alerta 1 e 2” (1992 e 1995), com Steven Seagal, e “Marcado para Morrer” (1995), com  Christopher Lambert. Mais recentemente, roteirizou um videogame, “DOA – Guerreiras Mortais” (2006), e criou a série “V.I.P.” (1998–2002), estrelada por Pamela Anderson.

“O grande sucesso do filme certamente mudou minha vida, me deu oportunidades de trabalho. Os estúdios ficaram muito mais interessados em ler meus roteiros e me deram oportunidades de atuar em outras áreas, como direção e produção”, disse Lawton.

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  • A comunidade teatral de Nova York nos recebeu de braços abertos, e estamos aprendendo muito. Ainda estamos nos estágios iniciais e não temos uma data de lançamento

    J.F. Lawton, sobre a adaptação para a Broadway

No momento, ele trabalha na adaptação de “Uma Linda Mulher” para um musical junto com Marshall e Paula Wagner, produtora de Hollywood com um pé na Broadway, responsável pelas produções “The Heiress”, com Jessica Chastain, e “Grace”, com Paul Rudd e Michael Shannon.

“Haverá algumas reviravoltas e surpresas na história para que as pessoas possam vir assistir e descobrir o que acontece. Estamos trabalhando duro para levar algo natural ao palco, com os elementos clássicos de musical”, disse o roteirista. “Temos a responsabilidade de fazer algo para as pessoas que amam o filme e para as pessoas que amam teatro.”

“A comunidade teatral de Nova York nos recebeu de braços abertos, e estamos aprendendo muito”, continuou. “Ainda estamos nos estágios iniciais e não temos uma data de lançamento.”

Seu roteiro original tinha como título “Três Mil”, referência ao preço que Edward paga para ter Vivian durante a semana toda. O nome acabou mudando para “Pretty Woman” quando foram adquiridos os direitos para a música de Roy Orbison.

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