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Personagens gays ainda são poucos e estereotipados no cinema, diz ONG

Divulgação
Cena da comédia romântica "The 10 Year Plan'", que conta a história de dois amigos que decidem ficar juntos caso não encontrem o amor de suas vidas em dez anos Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

17/04/2015 10h10

Menos de 20% dos filmes de Hollywood produzidos em 2014 tiveram personagens gays, segundo um estudo da ONG americana Glaad (do inglês, Aliança de Gays e Lésbicas contra a Difamação) divulgado nesta quarta-feira (15). A pesquisa foi feita com os sete maiores estúdios de Hollywood.

De 114 estreias em 2014, apenas 20 filmes contaram com atores ou atrizes que interpretaram papeis no cinema de gays, lésbicas ou bissexuais. Esta proporção de 17,5% representou uma pequena melhora em relação a 2013 – em que de 102 filmes, 17 tinham gays, ou seja, 16,7%.

De acordo com o jornal britânico “The Guardian”, a indústria cinematográfica fica atrás da televisão que retrata mais homossexuais em seu conteúdo.

Os números ainda são “menos encorajadores” pois contabilizam em média menos de cinco minutos de transmissão. O estudo da ONG identificou que personagens transgêneros são ainda raros em Hollywood.

“Enquanto a televisão e os serviços de conteúdo continuam a ampliar notavelmente as representações LGBT, ainda lutamos para ter personagens autênticos nos filmes de Hollywood”, afirmou a presidente da ONG, Sarah Kate Ellis, ao comentar o descompasso que existe na indústria cinematográfica.

Personagens gays são mais comuns em comédias e aparecem estereotipados, contudo, estão em faltam nos gêneros de ação, ficção científica e fantasia.

Os estúdios da Warner Bros obtiveram uma “nota boa”, segundo o raking da ONG americana. Já a Sony e a Disney não foram aprovadas em termos de inclusão de personagens homossexuais em suas produções.

“Enquanto vemos que a Warner mostrou uma melhora real no tema LGBT em seus filmes de 2014, lançaram recentemente a comédia ‘Get Hard’ (sem título em português, do diretor Etan Cohen com Will Ferrell e Kevin Hart), um dos filmes mais problemáticos que vimos recentemente”, criticou Ellis ao apontar “falta de consistência” na maioria dos estúdios e necessidade de maior fiscalização por parte do público.

Houve também duras críticas a filmes como “Quero Matar meu Chefe 2”, “Êxodo: Deuses e Reis” (filme épico inspirado na bíblia dirigido por Ridley Scott) e “No Auge da Fama” de Chris Rock quanto à forma de abordar o tema.

“Hollywood precisa reconhecer que as pessoas LGBT merecem ser retratadas com cuidado e humanidade. Isso não apenas demonstrará respeito, como também alinhará os filmes de Hollywood aos outros meios de comunicação ao contar histórias mais autênticas que representem a diversidade de nossa sociedade”, comentou Ellis.

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