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Mídia estrangeira destaca Charlize em 4º "Mad Max" e prevê sequência só sua

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A atriz sul-africana Charlize Theron como Furiosa em "Mad Max: Estrada da Fúria" Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

11/05/2015 17h05

A imprensa internacional já viu o novo pós-apocalíptico “Mad Max: Estrada da Fúria”, que estreia no Festival de Cannes e no Brasil ao mesmo tempo, nesta quinta-feira (14), e destaca como um de seus pontos fortes a atuação da atriz sul-africana Charlize Theron.

No longa, a estrela de Hollywood, vencedora do Oscar em 2004 por “Monster - Desejo Assassino”, vive o papel de Imperatriz Furiosa, uma mulher forte que lidera uma gangue de mercenários e noivas em fuga pelo deserto da Namíbia, tentando escapar do tirano Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne).

Segundo o crítico de cinema David Ehrlich, da edição norte-americana da revista “Time Out”, o mundo do diretor australiano George Miller –que comandou os três filmes anteriores, com Mel Gibson como o herói Max Rockatansky, nos anos 1970 e 1980 –“é um retrato cru do homem em seu estado mais primitivo, e a opressão às mulheres tem sido um tema recorrente” em suas produções. “Com a Furiosa de Theron atrás do volante, porém, ‘Estrada da Fúria’ conduz essa franquia masculina por uma brilhante nova direção, forjando um retrato mítico sobre a necessidade de comando feminino em um mundo onde os homens precisam ser salvos de si mesmos”, escreveu.

Para Justin Chang, da revista norte-americana “Variety”, a quarta sequência do clássico, uma superprodução de US$ 150 milhões que contrasta com seus antecessores de baixo orçamento, não chega a ser um filme ao estilo “girl power” de Quentin Tarantino –como “Kill Bill” e “À Prova de Morte”–, “mas as personagens de Miller, embora vitimizadas, nunca são reduzidas a meras vítimas”.

Ainda de acordo com a avaliação de Chang, “não há como negar que Miller e seus colaboradores sutilmente conspiraram para colocar nosso herói [o ator Tom Hardy, que desta vez encarna o lobo solitário sobrevivente de uma catástrofe global, e que nem era nascido quando Gibson já dava o ar da graça nas telonas] no banco do passageiro de seu próprio recomeço, enquanto habilmente cede os holofotes para Furiosa, e que a relação dos personagens é fisicamente eletrizante e emocionalmente carregada”.

“Sabidamente, há planos para uma sequência chamada ‘Mad Max: Furiosa’, elevando a expectativa de que o melhor momento dessa dupla pode ainda estar por vir”, completou Chang.

Na avaliação do crítico Ian Nathan, da “Empire”, a excelente e sensual heroína de Charlize –que raspou a cabeça para o papel– é a mais humana e desesperada entre os dois protagonistas. As outras mulheres que Furiosa resgata também são decididas a não servirem apenas para fins reprodutores, ou seja, há um subtexto feminista no filme. “São as mulheres que estão tentando colocar a humanidade de volta nos trilhos”, ressaltou.

Peter Bradshaw, do “Guardian”, “Mad Max: Estrada da Fúria” é um filme estranho, e seu protagonista é um “Mister Bean machão”, pois quase não fala –na verdade, há poucos diálogos– e, quando resolve abrir a boca, solta “estrondosos murmúrios” como “mmmmm”. “Ele é impassível, para dizer o mínimo: o mais perto que o Max de Tom Hardy chega de uma explosão emocional é quando a personagem Esplêndida (Rosie Huntington-Whiteley) faz algo muito corajoso, enquanto se pendura para fora de um caminhão”, disse.

“O Max de Hardy não se parece em nada com Mel Gibson. É Theron –ou, eventualmente, Rosie Huntington-Whiteley– que canaliza o estranhamente belo Gibson de 1979, mas provavelmente nenhuma das duas seja bonita o suficiente”, opina.

Já Todd McCarthy, da “Hollywood Reporter”, saiu em defesa do protagonista, ao dizer que Tom Hardy “é tão ideal para substituir Mel Gibson que ninguém iria querer imaginar qualquer outra pessoa assumindo o papel”. Segundo ele, Miller também absteve-se de explicar a “fórmula da juventude” de Max Rockatansky ao compará-lo a James Bond, e à sucessão de novos atores que o interpretaram.

De acordo com McCarthy, nestes 30 anos de hiato entre o terceiro e o quarto filmes, Miller dirigiu apenas cinco longas (entre eles, “Babe: O Porquinho Atrapalhado”, de 1998, e as animações musicais “Happy Feet” 1 e 2), “mas pode-se dizer que essa nova extravagância dele dá mais chutes no traseiro, e em outras partes da anatomia, do que qualquer filme já feito por um diretor de 70 anos de idade”.

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