Cinema

Clichês e piadas bobas dominam "Qualquer Gato Vira-Lata 2"

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

A despretensiosa comédia romântica "Qualquer Gato Vira-Lata" foi um sucesso de público em 2011, levando mais de 1 milhão de espectadores aos cinemas. Repetindo a fórmula, "Qualquer Gato Vira-Lata 2" estreia nesta quinta-feira (4). Desta vez, porém, além de usar o Rio de Janeiro como cenário, o filme também mostrará os personagens de Dudu Azevedo e Malvino Salvador disputando o amor de Cléo Pires em Cancún, no México. 

No enredo, Tati (Cléo) e Conrado (Malvino) viajam à paradisíaca cidade mexicana, onde ela o surpreende com um pedido de casamento, ao qual ele responde com um "posso pensar?". O problema é que o pedido estava sendo transmitido via internet para todos os amigos do casal no Brasil, e esse tremendo mico dá início a uma crise no relacionamento do casal. Com isso, a ex-mulher de Conrado, Ângela (Rita Guedes), e o ex-namorado de Tati, Marcelo (Dudu Azevedo), que coincidentemente também estão no México, tentarão reconquistá-los.
 
Assim como o primeiro longa, a sequência é baseada na peça homônima de Juca de Oliveira. A direção, desta vez, ficou a cargo de Roberto Santucci e Marcelo Antunez, com roteiro de Paulo Cursino. "Filmar em Cancún foi uma festa", disse Santucci, em entrevista ao UOL durante evento para promover o filme. "Fui o que mais aproveitou, pois andei o dia inteiro de jet ski", completou o ator Malvino Salvador.
 
 
Exagero de clichês
 
O resultado, no entanto, é um filme previsível e bobo, que pretende fazer rir com piadas que beiram a vergonha alheia. Coube de tudo: de peidos e arrotos a tombos e tropeções fora de hora. E, já que a história é ambientada no México, o roteiro não perdeu a chance de explorar clichês como um grupo de mariachi que surge nas horas mais impróprias e uma bizarra disputa "de macho" entre Conrado e Marcelo para ver quem come a pimenta mais ardida. Há ainda um "amante latino" mexicano que quer, a qualquer custo, fazer um ménage à trois com os personagens. E tem mais: entre os coadjuvantes estão lá o amigo bobão, a amiga encalhada, a idosa devassa e a criança prodígio.
 
Vale destacar a participação de Fábio Jr., pai de Cléo Pires. No longa, ele faz o pai da personagem e vai até Cancún encontrá-la para fazer as pazes. Na vida real, Cléo e o pai ficaram algum tempo sem se falar, e a atriz revelou que foi dela a ideia de convidá-lo para atuar na produção. O resultado foi uma cena exageradamente carregada de emoção, com uma trilha sonora forte, onde pai e filha emocionados pedem desculpas um ao outro. "Foi uma catarse filmar com meu pai", disse Cléo. 
 
Com tantos defeitos e clichês, o longa tem pelo menos um ponto positivo: a participação especial da atriz mirim Mel Maia, que interpreta Julia, uma garota que aceita ser a filha fictícia de Marcelo em sua estratégia para reconquistar o amor de Tati. Os poucos momentos engraçados do longa são protagonizados pela menina, que, apesar da pouca idade, parece ser a única pessoa sensata em Cancún. Suas aparições funcionam como válvula de escape para as piadas bobas e manjadas do roteiro. 
 
Mesmo com uma história simplória, o longa provavelmente deverá repetir o sucesso do primeiro, já que por trás do roteiro está Paulo Cursino, que escreveu comédias como "De Pernas pro Ar", "Até que a Sorte Nos Separe" e "O Candidato Honesto", todos sucessos de bilheteria. "Trabalhar com a Cléo e o Malvino foi diferente porque eles não são humoristas, como o Leandro Hassum ou Ingrid Guimarães", disse o roteirista.
 

Trailer de "Qualquer Gato Vira-Lata 2"

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