Filmes e séries

Spielberg temia dinossauros caricaturados, diz produtor de "Jurassic World"

Eduardo Graça

Do UOL, em Paris

12/06/2015 06h00

Foi um pedido de Steven Spielberg: não cair, em "Jurassic World", na armadilha dos dinossauros caricaturados. "Steven foi muito claro: 'A única coisa que nós não faremos é transformar a franquia em algo como os filmes-desastre dos anos 70. Eles terão de ser inovadores, artisticamente irretocáveis'", contou ao UOL o produtor Patrick Crowley sobre o filme, que chegou na quinta-feira (11) aos cinemas brasileiros.

O número de dinossauros, criados em um mix de animatronics com CGI, é um recorde para a franquia. Os destaques são o aquático Mosasaurus (a piada interna é que o principal alimento da espécie são tubarões como os do filme homônimo dirigido por Spielberg em 1975), os Velociraptors treinados por Owen (Chris Pratt) e o vilão-mor Indominus Rex. Mas antigos favoritos, como o Tyranossaurus Rex, retornam de forma triunfal.

Além do foco nos bichanos e do formato 3D, Spielberg também pediu atenção especial aos diálogos entre Claire (Bryce Dallas Howard) e Owen, que mantêm uma relação de gata e rato fundamentais para o tom jocoso do roteiro. "Eu e Chris temos muitos amigos em comum, mas não nos conhecíamos. E não sou daquelas atrizes que acreditam em criar 'química' em cena. Ou você a tem ou não. Mas ele é querido, delicado, engraçado, o parceiro de filme perfeito. Você entende muito rapidamente o motivo pelo qual ele se tornou uma estrela desta grandeza", diz a atriz.

Crowley, produtor da franquia bilionária "A Identidade Bourne", confessa: torceu o nariz para Spielberg quando o diretor de "Jurassic Park - o Parque dos Dinossauros" concordou com seu assistente de que o mocinho do novo filme deveria ser um tal de Chris Pratt. "Fui então ver, a pedido deles, a série 'Parks & Recreation' e minha primeira reação foi: 'tudo bem, ele é engraçado e tem carisma, mas precisa perder uns quilinhos, né?'".

Dois anos depois dos eventos que marcaram o início das conversas do que se tornaria "Jurassic World", Crowley acha graça de seus pés atrás com o ator. Pratt explodiu no ano passado com "Guardiães da Galáxia", perdeu os tais quilinhos extras e se tornou um dos nomes mais cobiçados para estrelar filmes de ação em Hollywood.

O produtor lembra que também foi contra a ideia de escolher o diretor Colin Trevorrow para assumir as rédeas do quarto filme da franquia "Jurassic". Mas voltou atrás: com a ajuda de Spielberg e de efeitos especiais criados pelo núcleo do mesmo time responsável pelo primeiro filme baseado no livro de Michael Crichton, o diretor cerziu um filme original, a partir de uma novidade central: pela primeira vez o parque jurássico está de fato aberto para visitação.

Em "Jurassic World" a ação começa quando Claire, a poderosa CEO do parque homônimo, recebe a visita de seus dois sobrinhos, abalados pela possibilidade de divórcio dos pais. Os dois chegam à mesma ilha apresentada aos espectadores nos anos de 1990 no momento em que o mais novo experimento dos cientistas responsáveis pela criação de novas e cada vez mais perigosas atrações – leia-se Indominus Rex, um dinossauro com DNA alterado, com as características mais impressionantes dos mais temíveis predadores conhecidos na natureza – escapa de uma área de isolamento e ameaça a vida de milhares de pessoas.

O filme termina com um final em aberto, insinuando uma continuação. Crowley jura não haver ainda esboços pensados para virtuais sequências, mas avisa que os fãs podem ficar descansados. "Nem eu nem Steven jamais usamos fórmulas para ligar franquias no automático. Tudo vai depender de uma porção de fatores, o principal deles como o público reagirá a estes novos personagens, incluindo mais e fantásticos dinossauros. O futuro de nossos dinossauros depende de vocês".

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