Cinema

Que férias? Elenco de "Carrossel" conta como foi gravar em acampamento

Mariane Zendron

Do UOL, em São Paulo

Enquanto adultos discutem na Justiça se crianças devem ou não poder trabalhar em produções infantis, a garotada do elenco de "Carrossel" segue a todo vapor, trabalhando nas férias escolares, para ajudar a divulgar o filme baseado na novelinha do SBT que chega aos cinemas nesta semana.

O UOL conversou com os atores Lucas Santos, 14, Stefany Vaz, 11, e Jean Paulo Campos, 12, para saber se eles não preferiam estar curtindo os dias de folga com os amigos do colégio em vez de trabalhar no filme.

"A gente que escolheu esse caminho e tem que aceitar tudo que possa ocorrer. A gente está ganhando fazendo aquilo que gosta. Isso é o mais legal", diz Lucas Santos, que interpreta Paulo, no longa-metragem.

A gravação do filme, que não por acaso também retrata o período de férias escolares, foi feita num acampamento e tudo o que era obrigação, segundo eles, acabava virando brincadeira.

"A gente curtia mais ou menos como os nossos personagens", conta Jean Paulo, que faz o personagem Cirilo. 

"Eram cenas superdivertidas, de lama, de lago. Eles queriam usar dublê, e a gente 'Que dublê o quê? A gente está aqui pra quê?'," lembra Stefany, a Carmen Carrilho na novelinha.

Segundo os diretores de "Carrossel - O Filme", a agenda de gravações procurou respeitar as limitações de um elenco infantil - que trabalha até 8 horas por dia e folga nos finais de semana.

"Hoje tem uma legislação que faz com que as crianças tenham restrições super-sérias e a gente cumpriu tudo isso", afirma Mauricio Eça. "Tentamos fazer com que o trabalho fosse o mínimo difícil pra eles."

Polêmica na Justiça
A entrevista com o elenco de "Carrossel" foi realizada uma semana antes da decisão judicial que tirou do ar os apresentadores mirins Matheus Ueta e Ana Julia, do "Bom Dia e Cia", também do SBT. A emissora alega que os apresentadores cumprem horários que não atrapalham suas atividades escolares e que presta todo tipo de assistência a seus atores mirins, incluindo acompanhamento de psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista e até professor particular. O SBT também diz acompanhar o desempenho escolar das crianças contratadas.

A Constituição brasileira atesta que o trabalho é vetado para menores de 16 anos, a não ser na condição de aprendiz, a partir dos 14. Mas um tratado da Organização Internacional do Trabalho, do qual o Brasil é signatário, permite que crianças e adolescentes exerçam o trabalho artístico mediante concessão de alvarás, conforme explicou ao UOL o procurador Gustavo Tenório Accioly, da Coordenadoria de Combate à Exploração Infantil do Ministério Público do Trabalho.

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