Música

Erro banal nas filmagens levou doc sobre Aretha Franklin aos tribunais

Reprodução
Cena do documentário "Amazing Grace", cuja exibição foi proibida nos EUA e Canadá Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

09/09/2015 17h51

O documentário “Amazing Grace”, do diretor Sidney Pollack (1934-2008), sobre os históricos shows de Aretha Franklin na igreja batista de Los Angeles New Temple Missionary, em 1972, está no centro de um embate judicial por um motivo um tanto quanto prosaico.

Pollack, à época um promissor cineasta de 38 anos e com cinco longas no currículo –entre eles o premiado “A Noite dos Desesperados”–, simplesmente esqueceu de levar a claquete ao templo.

Aparentemente nada demais, a não ser pela função básica do dispositivo, desconhecida por muitos: além de demarcar planos e tomadas, o objeto de madeira, mais precisamente o som proveniente de sua batida, serve como guia para a sincronia entre imagem e som na edição. 

Por causa disso, nas primeiras exibições de “Amazing Grace”, os lábios de Aretha não “conversavam” com sua voz, dando a impressão de filme mal dublado. Nem mesmo a posterior correção digital feita pela Warner argumenta que o diretor teria se comprometido a usar o filme somente para fins não comerciais.

"Justiça, respeito e o que é certo prevaleceu, e o indivíduo tem o direito de possuir sua própria imagem", afirmou Aretha em comunicado divulgado neste sábado (5).

Após a morte de Pollack, em 2008, as imagens do filme, que traz o registro de show e de cenas de bastidores, foram adquiridas pelo produtor Alan Elliot, cedidas pela Warner.

O documento de cessão autoral, no entanto, especifica que a exibição é condicionada pelo consentimento da cantora, o que originou toda a celeuma. Desde então, Elliot e Aretha não chegaram a um acordo. 

Na decisão liminar da Justiça de Denver, proferida antes do Festival de Telluride, que acontece nesta semana no Estado do Colorado, o juiz entendeu que a exibição infligiria dano imediato e irreparável à cantora, incorrendo na violação de privacidade e dos direitos dela como autora das imagens.

Sendo assim, os produtores decidiram tirar o documentário do circuito de festivais até o caso ser julgado. Ainda não há previsão sobre quando isso vai acontecer. 

"Estamos extremamente desapontados que o público de Toronto não poderá ver esta peça extraordinária de arte. A filmagem é verdadeiramente um tesouro cinematográfico da música do século 20, e esperamos que o público do mundo tenha oportunidade de experimentar esse filme assim que uma resolução seja encontrada", divulgou em nota a organização do festival de Toronto.

Lançada em disco em 1972, com repertório voltado a músicas de louvor, a apresentação se tornou o álbum mais vendido da carreira de Aretha e de toda a história da música gospel americana, recebendo certificado de platina dupla nos Estados Unidos --equivalente a dois milhões de cópias.

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