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Com circuito público de cinema, Haddad diz que quer bater Cinemark

O secretário de Cultura de São Paulo, Nabil Bonduki (esq.) e o prefeito Fernando Haddad participam de entrevista coletiva de lançamento do circuito municipal de salas de cinema - Jotabê Medeiros/UOL
O secretário de Cultura de São Paulo, Nabil Bonduki (esq.) e o prefeito Fernando Haddad participam de entrevista coletiva de lançamento do circuito municipal de salas de cinema Imagem: Jotabê Medeiros/UOL

Jotabê Medeiros

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/03/2016 12h51

Ao lançar na manhã desta quarta-feira (30) um circuito público de salas de cinema, o prefeito Fernando Haddad disse que quer tornar o município o maior exibidor de filmes de São Paulo. "Nós queremos passar o Cinemark, a prefeitura quer ser o maior exibidor. Senão o cinema não vai avançar como linguagem", afirmou Haddad, durante entrevista coletiva.

Com 20 salas abertas em 15 Ceus (Centros de Educação Unificada) e cinco centros culturais, o Circuito SPcine inaugura nesta quarta-feira (30) uma rede popular de cinemas com ingressos subsidiados, mas gratuitos para a população.

Com o investimento inicial de R$ 7,5 milhões, a rede começa com 6.500 poltronas e 200 sessões semanais, com expectativa de atrair 63 mil espectadores por semana (960 mil espectadores por ano, com taxa de ocupação estimada em 30%). Já é a segunda maior rede exibidora da cidade, e pretende mesclar filmes nacionais com sucessos internacionais. "Nada contra blockbuster, a população da periferia tem direito", afirmou o prefeito.

Segundo Alfredo Manevy, presidente da SPCine, agência municipal de fomento ao cinema e gestora do sistema, 40% dos paulistanos não foram ao cinema uma única vez no ano passado. E cerca de 60 filmes produzidos no país estavam parados à espera de sala exibidora. "A abertura das salas representa aspecto fundamental da cidadania cultural", afirmou. "Derrubam os muros entre as áreas com maior vulnerabilidade social e as mais abastadas".

Haddad disse que a concepção  pedagógica dos Ceus já previa salas de cinema nas escolas, e os oito novos CEUs em construção já vão nascer com salas de projeção.

O prefeito e os secretários de Cultura, Nabil Bonduki, e de Educação, Gabriel Chalita (o programa é uma iniciativa conjunta) também anunciaram a criação da São Paulo Film Commission, cujo decreto de instalação estará no Diário Oficial do Município desta quinta. Segundo o prefeito, era uma reclamação unânime do setor do audiovisual a dificuldade de se filmar em São Paulo.

A Film Commission cria um cadastro único na prefeitura para integrar e padronizar o processo de autorização de filmagens --revelando que perdeu R$ 30 milhões por burocracia nessas autorizações, a prefeitura promete autorizações em dois dias para publicidade e preço  tabelado (descontos de 40% a 80%).

Este foi o último anúncio público do secretário Nabil Bonduki --ele deixa o governo essa semana para voltar à Câmara de Vereadores e disputar novamente a eleição para o cargo. Em seu lugar, assume na segunda-feira Maria do Rosário Ramalho, atual secretária adjunta.