Entretenimento

Harry Potter e a Ordem das Três Máquinas de Dinheiro da Warner

Kim Bhasin e Anousha Sakoui

Da Bloomberg

Passaram cinco anos desde que Harry Potter apareceu na telona para enfrentar Lord Voldemort e fechar uma saga de oito filmes que arrecadou quase US$ 8 bilhões em bilheteria em todo o mundo.

No último fim de semana, a Warner Bros ressuscitou com sucesso o adorado mundo mágico de J.K. Rowling com um "spinoff prequel" (produção que relata acontecimentos da série original) que rendeu ao estúdio um impulso muito necessário.

O filme "Animais Fantásticos e Onde Habitam" liderou as paradas em seu primeiro fim de semana, com US$ 74,4 milhões em vendas de ingressos nos EUA e no Canadá. O resultado superou algumas projeções e ficou abaixo de outras, mas para a companhia o filme atingiu a melhor das expectativas.

Foi o melhor fim de semana de abertura de um filme da Warner Bros em alguns países, como no Reino Unido, gerando US$ 145,5 milhões em 63 territórios estrangeiros, informou o estúdio na segunda-feira (21). Seu sucesso financeiro e de crítica, com avaliações em grande parte positivas, é uma vitória para Kevin Tsujihara, o CEO da Warner Bros, e para o plano de seis anos que ele traçou em 2014.

A nova franquia é apenas uma parte de sua estratégia para enfrentar rivais como a Walt Disney. Com uma série de filmes ligados a personagens e histórias da DC Comics e baseados no Lego, Tsujihara está de olho em um trio de atrações altamente lucrativo.

A história de Animais Fantásticos de Newt Scamander e suas criaturas mágicas é a primeira de uma saga de cinco filmes que começa em 1926 e termina em 1945.

Diferentemente do lançamento de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", de 2001, ou de "Batman vs Superman: A Origem da Justiça", "Animais Fantásticos" é baseado em propriedade intelectual totalmente nova e não em romances ou quadrinhos que já são sucessos de vendas. Tsujihara usou o Twitter para felicitar Rowling, que aprendeu a escrever roteiros sozinha. "Mal podemos esperar pelos próximos quatro filmes!", publicou ele.

A Warner Bros enfrenta a dura concorrência da Disney, que lidera o setor com 24% de participação de mercado graças aos lançamentos de cada um de seus cinco estúdios neste ano. Entre eles estão as máquinas de sucesso Marvel Entertainment e Lucasfilm. O esforço da Warner Bros com super-heróis teve um início de ano complicado, com direito a duras críticas a "Batman vs. Superman" e a "Esquadrão Suicida".

"Animais Fantásticos" é uma grande aposta da Warner. A produção custou US$ 180 milhões --sem incluir marketing--, mais do que alguns filmes originais de Harry Potter.

A série original teve uma margem de lucro média de cerca de 55% (incluindo receitas de licenciamento para home video e TV), muito mais do que a fatia de um filme comum, de cerca de 20%, segundo Geetha Ranganathan, analista de mídia da Bloomberg Intelligence.

"Não tenho certeza se o filme será uma máquina de dinheiro como Harry Potter", disse Ranganathan. "Mas se sairá muito bem."

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