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Atriz Debbie Reynolds queria ser enterrada com Carrie Fisher, diz filho

Do UOL, em São Paulo

29/12/2016 08h23

A atriz Debbie Reynolds, que morreu aos 84 anos na quarta-feira (28), havia dito que gostaria de ser enterrada ao lado da filha, Carrie Fisher, segundo informou o jornal "New York Daily News".

Debbie resolvia detalhes do funeral de Fisher quando passou mal e precisou ser levada às pressas ao hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, onde foi internada com suspeita de ter sofrido um acidente vascular cerebral.

"Temos um terreno da família que estamos avaliando neste momento. Minha mãe gostaria que Carrie fosse para lá, assim como ela irá, mas isso pode mudar", disse Todd Fisher, filho de Debbie, antes da morte da mãe.

Ele não mencionou o nome do cemitério em que mãe e filha deverão ser enterradas. Toda a herança de Carrie será entregue a sua única filha, Billie Lourd, informou Todd.

A morte da filha foi uma dor insuportável para a mãe que, nas suas últimas palavras, teria dito que queria estar com Carrie.

Uma das grandes estrelas de Hollywood de meados do século 20, Debbie Reynolds foi casada com o cantor Eddie Fisher, com quem teve os filhos Carrie e Todd.

Além de  "Cantando na Chuva", com Gene Kelly,  estrelou filmes como "Armadilha Amorosa", ao lado de Frank Sinatra, e em "A Inconquistável Molly", que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz em 1964.

Trajetória
Nascida Mary Frances Reynolds, no dia 1º de abril de 1932 em El Paso, nos Estados Unidos, a posteriormente artista conhecida como Debbie Reynolds chamou a atenção dos "caça talentos", quando adolescente venceu um concurso de beleza na cidade de Burbank, na Califórnia.

Loira, de olhos azuis e rosto doce e muito expressivo, Debbie Reynolds estreou no cinema pelas mãos do estúdio Warner Bros, com o filme "Vocação Proibida" (1950), embora foi sua futura associação com a Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) a que fez chegar ao estrelato de Hollywood.

Neste mesmo ano participou do musical "Três Palavrinhas", protagonizado por Fred Astaire, mas sua sorte mudaria completamente quando, dois anos depois, Stanley Donen e Gene Kelly a escolheram como atriz principal de um dos musicais mais famosos da história, "Cantando na Chuva".

Ao lado do próprio Kelly e Donald O'Connor, Debbie Reynolds compôs o trio protagonista de um filme sobre o início do cinema sonoro e cujos deslumbrantes números de dança, como "Singin' in the Rain", "Make 'Em Laugh" e "Good Morning", passariam imediatamente a fazer parte do cânone do gênero.

Debbie Reynolds aproveitou o vento favorável naqueles anos e deixou sua marca em outros filmes como "Armadilha Amorosa" (1955), ao lado de Frank Sinatra; "A Festa de Casamento" (1956); o western "A Conquista do Oeste" (1962); e "A Inconquistável Molly" (1964), pelo qual foi indicada para o Oscar de melhor atriz.

Nos anos seguintes, ela trabalhou em musicais da Broadway como "Irene" (1973), onde estreou sua filha Carrie Fisher, e em Las Vegas, onde chegou a possuir um cassino, em um negócio que não deu muito certo.

No entanto, nunca deixaria de ter um pé em Hollywood, como demonstram suas participações nos filmes "Mãe é Mãe" (1996), "Será Que Ele É?" (1997) ou "Minha Vida com Liberace" (2013), seu último papel.