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O cão Rin Tin Tin foi mesmo o ator mais votado na 1ª edição do Oscar?

Reprodução/silverscreenings
O cão Rin Tin Tin, astro do cinema Imagem: Reprodução/silverscreenings

Do UOL, em São Paulo

15/02/2017 22h02

A história de que o famoso cão Rin Tin Tin recebeu mais votos do que qualquer ator humano na primeira edição do Oscar, em 1929, não passa de uma lenda urbana.

É o que diz o ex-membro da academia americana de cinema Bruce Davis, que publicou um texto nesta quarta (15) na revista "The Wrap" refutando a hipótese da biografia "Rin Tin Tin - A Vida e a Lenda", lançada pela jornalista Susan Orlean em 2011.

Segundo Davis, a lenda remonta à origem do Oscar, quando o roteirista Frank Woods teve a ideia de criar um prêmio geral em que os próprios profissionais do cinema votassem nos destaques de Hollywood de cada ano.

Seria uma forma não só de dar visibilidade às produções, que viviam o fim da era do cinema mudo, mas também de emprestar uma aura mais séria a elas, valorizando-as como obras de arte. Eram outros tempos.

Para ajudá-lo a tirar o prêmio do papel, o roteirista recorreu ao produtor da Warner Darryl Zanuck, que, descrente, simplesmente riu da proposta, certo de que cada membro da recém-criada academia tenderia a votar apenas nos filmes produzido pelo próprio do estúdio.

Getty Images
O primeiro cão Rin Tin Tin (1918 - 1932) do cinemas; antes de virar astro, ele foi resgatado por soldados americanos durante a Primeira Guerra Imagem: Getty Images

Piada que virou lenda urbana

A resposta de Zanuck a Woods veio em forma de uma carta irônica na qual adiantava seus favoritos em todas as eventuais categorias do Oscar obviamente, todos vindos de longas da Warner, incluindo seu voto para o melhor ator: o pastor alemão Rin Tin Tin, que na época, em 1927, já estrelara 17 filmes. Era uma piada.

Zanuck, provavelmente, contou o caso para seu chefe, Jack Warner, que reciclou a brincadeira quando o Oscar saiu do papel, dois anos depois, votando de fato no cão. Espirituoso, o manda chuva da Warner também "trolou" na categoria de melhor engenharia de efeitos, escrevendo o nome do famoso maquinista de trem americano Casey Jones.

Ao pesquisar para a biografia de Rinty como Rin Tin Tin era chamado a autora Susan Orlean aparentemente deu crédito a uma versão exagerada dos fatos. No livro, ela afirma categoricamente que, nas votações para o prêmio de melhor ator do primeiro Oscar, o heroico cãozinho foi o concorrente mais bem votado.

Na época do lançamento, a revista do jornal "New York Times" utilizou o parágrafo de abertura do livro para frisar a esus leitores que Rin Tin Tin havia "ganhado a contagem de votos para o melhor ator, mas a Academia arregalou os olhos, recontou os votos e preferiu dar a honra ao ator Emil Jannings".

Um registro sem dúvidas histórico, mas, segundo Bruce Davis, totalmente sem evidência.

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