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Sangue e tiros: "A Bela e a Fera" ganha classificação de 10 anos no Brasil

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Luke Evans interpreta Gastão no live-action de "A Bela e a Fera" que estreia no Brasil em 16 de março de 2017 Imagem: Divulgação

Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

15/03/2017 14h53

Desde que a Rússia declarou "A Bela e a Fera" impróprio para menores de 16 anos e a Malásia teve a estreia do clássico infantil da Disney adiada, a faixa etária indicada para o filme começou a chamar mais a atenção do público do que a própria Emma Watson, estrela da produção. No Brasil, a animação tinha classificação livre quando estreou em 1992. Vinte e cinco anos depois, a versão de 2017 com atores reais acabou classificada como "não recomendada para menores de 10 anos".

Tanto na Rússia quanto na Malásia, a mudança se deu por causa de uma suposta cena gay com o personagem LeFou, braço direito do vilão Gaston (na verdade, não passa de uma insinuação tão sutil e rápida que você vai perder se piscar). Mas o que levou a faixa etária a subir no Brasil não tem nada a ver com a sexualidade dos personagens, e sim com cenas de violência que agora envolvem atores reais, e não mais representações em um desenho.

A classificação indicativa adotada no Brasil, de 10 anos, é até mesmo parecida com a dos Estados Unidos, que tem cinco faixas de indicação. Por lá, o novo "A Bela e a Fera" foi classificado como PG, que significa "Parental Guidance Suggested", ou seja, o filme pode conter algumas cenas não apropriadas para crianças e cabe aos pais avaliarem se os seus filhos devem ou não assistir à produção.

No Brasil, são seis as faixas indicativas, todas baseadas na idade. Livre, 10, 12, 14, 16 ou 18 anos. A avaliação é feita por uma equipe ligada ao Ministério da Justiça e pode ser consultada por qualquer cidadão no site do órgão. "A classificação NR10 é uma indicação e uma informação aos pais, que poderão decidir se seus filhos podem ou não ter acesso à obra", informou o Ministério da Justiça ao ser procurado pela reportagem do UOL.

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"A Bela e a Fera" de 1991... Imagem: Divulgação

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E a versão de 2017, com atores reais Imagem: Reprodução

Violência e álcool

No total, 14 pontos foram levados em consideração para se decidir qual seria a classificação da adaptação moderna da animação feita pelo diretor Bill Condon, como tensão, violência, presença de arma com violência e sangue. "O filme apresenta diversas cenas com conteúdo violento que podem ser prejudiciais para crianças da faixa etária inferior à da classificação indicativa atribuída à obra. Vale ressaltar que grande parte do conteúdo é atenuado por contexto fantasioso", destaca o Ministério da Justiça.

As restrições muito provavelmente foram observadas nas cenas de agressão física e psicológica a Maurice, o pai de Bela. O vilão Gaston aparece bem mais cruel na pele de Luke Evans, e quem mais sofre nas mãos dele é justamente o pai da protagonista, interpretado por Kevin Kline, 69. O vilão também trocou seu arco e flecha e adaga por uma arma de fogo ao invadir o castelo atrás da Fera (Dan Stevens).

O consumo de cerveja e cenas que mostram sangue também são outros pontos que restringem a classificação livre. Um relatório completo e detalhado sobre o que foi observado no filme será disponibilizado após a estreia, marcada para esta quinta (16).

Baseado em um conto francês do século 18, o novo "A Bela e a Fera" tem um enredo bastante fiel ao de sua versão mais conhecida, a animação da Disney de 1991 (que no Brasil só estreou em 1992). Moradora de uma pequena aldeia, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

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